Xô, mosquinha de fruta! Você não suporta os insetinhos que ficam rondando a fruteira? Pois eu também não! Então hoje vou ensinar soluções contra eles que testei e aprovei

0

De bobo esse mosquito minúsculo não tem nada: se aparece, é porque tem fruta madura ou
apodrecida dando bobeira, principalmente banana. O que tanto atrai os comilões é o açúcar
das frutas, por isso eles também costumam sobrevoar lixeiras de lixo orgânico, ávidos por uma
frestinha que lhes dê acesso ao banquete de cascas, caroços e restinhos.

A primeira dica para evitar dividir o espaço e a comida com esses insetos é manter tudo muito
limpo. Caiu um pouquinho de suco de laranja na pia? Lave. Sobrou um fundinho de vinho na
garrafa? Passe uma água antes de colocá-la na lixeira dos recicláveis. O melão, o abacate e as
laranjas chegaram da feira melados? Só os disponha na fruteira depois de limpá-los com um
pano úmido (para que durem mais, os lave apenas na hora do consumo). Retirou o lixo? Lave
bem a lixeira e então coloque o novo saco plástico.

Se surgir um ou outro mosquitinho, despeje um tanto de vinagre em um borrifador e pulverize
a fruteira: o vinagre vai matar os pestinhas.

Mas se a infestação for mais séria e você estiver em plena disputa de território, sugiro dois
tipos de armadilha para atrair e pegar os bandidos.

A 1ª opção pede:

– ½ copo americano de vinagre de maçã (+- 100 ml)
– 2 colheres de sopa de açúcar
– 2 colheres de sopa de água
– 1 colher de sopa de detergente neutro (precisa fazer espuma, então, avalie)

No próprio copo americano ou em outro recipiente de tamanho adequado, misture os
ingredientes, adicionando o detergente por último. Mexa intensamente e, se não formar
espuma, acrescente mais um pouquinho de detergente.

Deixe a armadilha na fruteira e você verá o que vai acontecer: as mosquinhas serão atraídas
pelo açúcar e ficarão presas no líquido por causa do detergente.

Aí o vinagre as matará. Depois é só jogar o conteúdo no vaso sanitário e lavar o pote.

Faça quantas armadilhas julgar necessário e coloque-as nos pontos de maior concentração dos
insetos.

Para a 2ª opção, você vai precisar de:

– cascas ou sobras de frutas doces, como banana, pêssego ou melão
– vinagre de maçã;
– 1 folha de papel (usada mesmo!)
– recipiente de vidro ou garrafa PET cortada;
– fita adesiva;

Preencha o fundo do pote com as frutas e adicione o vinagre até cobri-las. Então enrole o
papel formando um funil e encaixe-o no recipiente deixando o buraquinho inferior acima do
nível das frutas e do vinagre – não é para encostar no líquido, tá? Quando acertar direitinho a
altura e a largura do funil, prenda-o no pote com a fita adesiva.

As mosquinhas serão atraídas para as frutas, mas dificilmente conseguirão sair pelo cone de
papel. Quando a armadilha estiver cheia, certifique-se de que os insetos estão mortos e então
se desfaça deles. Lave o pote.

Aí é só refazer a armadilha sempre que for preciso. Tenho certeza de que dessa forma não haverá mosquinha da fruta que resista!

Beijos,

Mica

 

Por que não se deve arear panelas de alumínio? Que nos perdoem as nossas avós, mas elas estavam erradas quando nos ensinaram a polir as panelas. Há outros meios de deixar os utensílios limpos e brilhantes sem prejudicar a saúde

0

Se a gente tomar ao pé da letra, o verbo arear significa usar areia para limpar ou polir alguma
coisa. E como nossas avós, bisavós e outras mais já arearam! Com areia, saponáceo ou mesmo
palha de aço. Mas hoje já se sabe que essa prática tão antiga para clarear panelas e tabuleiros
de alumínio escurecidos pode fazer mal à saúde – e não só à do braço que esfrega e esfrega e
esfrega.

Quando a gente passa qualquer material abrasivo em um recipiente de alumínio – até mesmo
garfos e colheres –, micropartículas do metal se soltam. E o alumínio que a gente ingere e se
acumula no organismo poderia estar por trás de doenças como Mal de Parkinson e Mal de
Alzheimer, o que a ciência ainda não conseguiu comprovar nem descartar de vez.
Mas, não é porque o excesso de alumínio talvez contribua para doenças graves, que está
proibido o uso de panelas feitas desse metal. Podemos usá-las, sim. Mas devemos cuidar bem
das peças e nunca empregar palha de aço nem o lado grosso da esponja ao lavá-las. Ou seja,
arear? Nem pensar!

Mas como é que eu faço quando a panela queima, Micaela? Deixo
preta?

Não, de forma alguma. Existem várias dicas caseiras eficientes e seguras para trazer o brilho de
volta a esses utensílios. Aliás, a eles e aos feitos de inox, outro material que escurece conforme
o uso no fogão.

Quando a lavagem comum não dá conta de clarear as peças, você pode:

– levar a panela ao fogo com água e algumas rodelas de limão. Deixar ferver por alguns
minutos;

– ou polvilhar bicarbonato de sódio dentro da assadeira, jogar água fervente e esperar agir por
15 minutos. Se for uma panela, ponha a água para ferver com o bicarbonato

– ou jogar ketchup nas partes queimadas e, após 15 minutos, retirá-lo com papel toalha e,
então, esfregar um limão cortado ao meio.

Se escolher qualquer um desses métodos, depois é só lavar a panela do modo tradicional, com
água, detergente e o lado macio da esponja para que ela fique reluzente.
Outra opção, ainda, é usar um detergente caseiro perfeito para itens de alumínio. Você vai
precisar de:

– 500 ml de água
– 1 barra de sabão de coco
– 2 limões
– 2 colheres (sopa) de açúcar
Rale o sabão, despeje-o em uma panela com a água e leve-a ao fogo. Depois que dissolver
bem, desligue e acrescente o suco dos limões e o açúcar. Espere esfriar e transfira o
detergente para uma garrafa ou borrifador. Está pronto o seu detergente!

E se a panela estiver queimada por fora?

Se for o lado externo do utensílio que tiver escurecido, minha receita favorita é virá-la com a
boca para baixo, cobrir o fundo externo com uma folha de papel toalha e umedecê-la por
inteiro com vinagre branco. Aguarde 10 minutos e então lave. É tiro e queda!

Já vi várias receitas caseiras na internet, porém ainda não tive tempo de testar todas. E como
essas que ensinei aqui são fáceis e rápidas, acabo deixando as outras para depois. Mas se você
tiver uma dica sensacional, me mande!

Beijos,

Mica

 

 

O melhor jeito de lavar e guardar a salada Este é o post definitivo para quem quer ter folhas sempre frescas, limpas e prontas para ir à mesa.

0

Tem gente que jura de pés juntos que comeria mais salada se ela viesse prontinha para o consumo, bastando abrir a embalagem! Eu sei, eu sei: hoje em dia, há lugares que até oferecem essa opção, mas pagar quase o dobro do preço por essa comodidade nem sempre dá, né?

Claro que eu também não gosto de chegar em casa, depois de um dia de trabalho, e gastar um tempão dando banho na alface, no agrião, na rúcula… Em vez disso, prefiro eu mesma tomar um banho bem gostoso e relaxante! :p

Então, vamos lá: basta se planejar para resolver esse impasse. O segredo está em lavar e guardar as hortaliças corretamente assim que voltar das compras. Toda a tarefa fica concentrada em um só momento e ninguém precisa mais se preocupar com isso pelos próximos dias.

Foto: Halfpoint/iStock  – 476873656

“Mas, Mica, minha mãe lava a salada de um jeito, minha sogra de outro… e eu fico sem saber qual é o certo.” Afinal, existe um passo a passo definitivo para lavar e guardar a salada?

Existe! E não é nenhum bicho-de-sete cabeças. É tudo uma questão de seguir quatro etapas:

1. Lavagem em água corrente;
2. Molho em produto bactericida;
3. Secagem caprichada e
4. Armazenamento adequado.

Simples, não? Agora, vamos falar um pouco sobre cada uma delas.

1. Lavagem em água corrente

Nem preciso dizer que a higienização de qualquer vegetal é questão de saúde, né? No caso das folhas, a lavagem de uma a uma em água corrente deve ser a primeira medida. Passando as mãos, remova toda a sujeira visível e descarte os trechos amarelados, com aspecto queimado ou pequenos furos (sim, eles são sinal de que larvas já provaram do banquete antes de você…).

2. Molho em bactericida

O próximo passo é deixar as verduras de molho em solução capaz de matar o que os olhos não veem (leia-se: micróbios e parasitas!).
Apesar de muito popular, o vinagre não é a melhor opção para esse fim – e quem está dizendo não sou eu, e sim o Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A orientação desses órgãos é usar o hipoclorito de sódio, vendido em gotas ou pastilhas em quase qualquer supermercado, ou um produto bem mais barato e que tem o mesmo princípio ativo. Já adivinhou? A água sanitária, claro. Só é preciso que seja uma versão de boa procedência, regulamentada pela Anvisa e sem a adição de corantes, tira-manchas e aromatizantes. Tem que ser água sanitária pura mesmo, ok?

Qualquer que seja a sua escolha, dilua uma colher de sopa do produto para cada litro de água, deixe as folhas de molho por 10 minutos e finalize lavando-as em água corrente.

3. Secagem caprichada

Para que a salada lavada tenha a vida útil prolongada na geladeira, o segredo é que ela esteja bem sequinha – sim, é a umidade que acelera a deterioração das folhas, porque favorece a proliferação de fungos (aaargh!).

Foto: Reprodução/Zoom

Mas nada de desespero, porque é como eu sempre digo: quando você tem a ferramenta certa, você tem a metade do serviço feito. Vale a pena investir em uma centrífuga de lavar salada, daquelas a manivela ou de apertar que a gente encontra facilmente em lojas de utilidades domésticas e até em supermercados. Depois de colocar as folhas no cesto e girar, eu recomendo uma secagem final com papel toalha a fim de eliminar toda e qualquer gotinha de água.

 

4. Armazenamento adequado

As verduras estão limpas e secas? É hora de guardá-las na geladeira. Utilize potes herméticos – que barram a entrada da umidade do refrigerador –, de preferência de vidro. Isso eu aprendi recentemente, comprovei e adorei: o vidro conserva a comida por mais tempo por ser um material que não interage com os alimentos.

Outra opção é abrigar as folhas em potes plásticos de boa qualidade e em sacos plásticos com ar dentro. Ah! Tanto em potes quanto em saquinhos, folhas de papel toalha embaixo ou acima das verduras absorvem a umidade que porventura se formar e fazem a salada durar ainda mais.

No Livro Santa Ajuda com Micaela Góes, eu reuni algumas dicas que podem ajudar nesse processo. Espia só essa:

E não se esqueça: o lugar certo da geladeira para armazenar vegetais é o gavetão inferior, onde a temperatura não é tão baixa. 😉

Beijos,
Mica ♥