O jeito certo de limpar papel de parede Papel de parede sujo ou manchado? Limpar esse revestimento não tem segredo, desde que você siga alguns cuidados básicos.

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Foto: Reprodução Pinterest

Enquanto uma pintura resiste por uns cinco anos, um bom papel de parede é
capaz de durar uma década ou mais. Isso se estiver instalado em ambientes
protegidos da umidade, como salas e quartos. Para garantir a vida longa, você
tem de colaborar, principalmente no quesito limpeza. Quer saber como? Eu
conto tudinho!

Para começo de papo: seu papel de parede pode ser molhado durante a limpeza?
A resposta depende de saber se o revestimento que cobre a sua parede é
vinilizado ou vinílico. Os vinilizados, chamados de não laváveis, preferem
manter distância da umidade. Já os vinílicos são laváveis, pois suportam faxinas
mais pesadas, com um pouco de água e detergente neutro. Mas, atenção: não é
porque o papel é lavável que ele pode ser aplicado em cozinhas e banheiros,
hein?

“Ok, Mica, mas como saber de que tipo é o meu papel?”
O ideal é que você tenha checado essa informação na hora da compra, até
porque ela deveria influenciar na decisão. Se deixou passar, não hesite em
consultar a loja ou o fabricante. Agora, se o papel é muito antigo ou se nem foi
você quem o escolheu, abra bem os olhos e prepare as pontas dos dedos para
analisar o revestimento de acordo com sua aparência e textura.

– papel de parede vinilizado (não lavável): resulta de uma camada de vinil
sobre papel de verdade – em geral, com aplicação de verniz por cima –, por isso
tende a ser mais fininho e liso, isto é, sem nenhuma textura.
– papel de parede vinílico (lavável): não é feito de papel, e sim de vinil
(PVC), por isso costuma ser mais grosso e resistente. Além disso, é bastante
comum que seja texturizado, embora essa não seja uma regra.

 

Foto: Reprodução Bucalo

Seu papel é vinilizado?
O melhor é conter o entusiasmo durante a faxina. Embora esse tipo de papel
aguente um paninho levemente umedecido aplicado com delicadeza, o mais
garantido é usar apenas um pano limpo e seco.

Seu papel é vinílico (lavável)?
Então siga o passo a passo da lavagem do papel de parede vinílico.
1. Encha um balde com água morna, acrescente um fio de detergente neutro e
mexa até formar bastante espuma.
2. Umedeça um pano de microfibra ou uma esponja macia nessa mistura e
esfregue delicadamente com movimentos circulares. Inicie a lavagem de cima
para baixo, para evitar que a sujeira escorra em uma área que já foi limpa.

3. Se for preciso para finalizar, passe uma esponja molhada em água limpa e
seque tudo com um pano limpo – minha dica é reservar um pano só para essa
atividade.

Jamais aplique estes produtos no seu papel de parede
Outra regra de ouro para manter a durabilidade do seu revestimento, seja ele
vinílico ou vinilizado, é mantê-lo a salvo de certos vilões. Sabe quais? Água
sanitária, álcool, desinfetantes e produtos e materiais abrasivos, incluindo
saponáceos, palha de aço e a parte mais áspera da esponja (aquela que costuma
ser verde).

E riscos de caneta e manchas de gordura? Como eliminar?
Quando surgir algo assim, o lema é: “sujou, limpou”. Quanto mais rápido você
agir, maior a chance de a marca sair completamente. Se o problema acontecer
num revestimento vinílico (lavável), é só esfregar a área atingida com água e
sabão, como ensinei no passo a passo.
Já para quem tem um acabamento vinilizado (não lavável), recomendo um
truque: esfregar a mancha com miolo de pão ou borracha escolar limpa. Mas
será preciso ter bastante cuidado a fim de não danificar o papel e paciência para
que a técnica surta efeito.

Por último, mas não menos importante: não deixe a sujeira acumular!
É infinitamente mais fácil livrar-se dela quando ainda não está impregnada
(como tudo na vida, aliás). Todos os meses ou quinzenalmente, realize uma
limpeza de rotina no papel de parede evitando que poeira, marcas de dedo e
gordura penetrem no revestimento.

Lições aprendidas e papel novo em folha? Aproveite para aprender a limpar
paredes pintadas neste post aqui!

Beijos Mica <3

Por que não se deve usar tanto papel toalha? Existem razões variadas para restringir o uso do papel toalha em vez de fazer dele nosso aliado de todas as horas

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É só destacar uma, duas, três folhas do rolo e passar onde está sujo ou molhado. E então
arremessar na lixeira o papel embolado. Mas você já parou para pensar se toda essa
praticidade do papel toalha não cobra um preço alto demais? Pois cobra, pode ter certeza. Foi
o que concluí quando refleti sobre o assunto.

Em primeiro lugar, porque o papel toalha é descartável. Não faz sentido nenhum a gente se
preocupar em usar sacolas reutilizáveis durante as compras e, ao chegar em casa, gastar
metade de um rolo de papel limpando os produtos, secando a pia e tal. A consciência
ambiental precisa passar por aí também.

Em segundo lugar, esse material nem limpa tão bem assim, pois deixa um rastro de fiapinhos
na superfície. Quem já tentou limpar um espelho com ele sabe perfeitamente do que estou
falando. E quando o papel toalha fica um pouco mais molhado, se desfaz na mão, o que nos
leva a usar mais folhas. Gente, é muito melhor realizar qualquer tipo de limpeza e secagem
com panos de microfibra, que são mais absorventes e não largam fiapos.

Mas eu não sou radical, então entendo que existem situações em que o papel toalha é
insubstituível. Uma delas é em caixas com verduras lavadas a fim de absorver a umidade que
se forma na geladeira. Já falei sobre isso num post sobre como lavar a salada.

Outro bom uso está na eliminação daquela camada de gordura da panela antes de lavar o
utensílio. Mas fica a dica: reaproveite os guardanapos de papel usados durante a refeição
nessa tarefa. Também é preferível empregar papel toalha para enxugar o líquido de
embalagens de frango, carne e peixe crus. Tudo porque esses sucos são repletos de bactérias.

Conclusão

Resista à tentação do papel toalha guardando-o dentro do armário e reserve o seu uso para
situações especiais, como as que descrevi acima. Deixe sobre a pia da cozinha uma cestinha
com panos limpos de microfibra: na hora de uma emergência, vai ser mais fácil estender o
braço para pegar um deles do que abrir a porta do armário e agarrar o papel toalha.

Combinado?

Beijos,

Mica

 

 

5 formas de usar a escova de dente velha na faxina Ela faz maravilhas na limpeza de cantinhos difíceis e até de utensílios de cozinha

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Todo dentista ensina que a cada três meses a gente deve trocar as escovas de dente. E eu faço
isso religiosamente. Mas não é porque elas não servem mais para usar na boca que devem ir
diretamente para o lixo! Aqui em casa, elas se transformam em ótimos acessórios de limpeza,
mas não sem antes ser muito bem higienizadas.

Para isso, lave as escovas com detergente e água morna e, em seguida, faça a desinfecção
seguindo a dica que eu dei aqui um tempo atrás: deixe-as de molho por 15 minutos em uma
solução de água sanitária bem diluída. Pode pingar umas 10 gotas do produto em 500 ml de
água. Depois enxague bastante para eliminar os resíduos da água sanitária e as escovas
estarão prontas para limpar uma série de coisas, como explico daqui a pouco.
Mas, antes disso, eu preciso dar três avisos muito importantes:

Fica a dica 1: Nunca use a mesma escova para diferentes funções: a
escovinha que ajuda na lavagem da louça é só para lavar louça, por exemplo. Se for preciso,
identifique cada uma com uma etiqueta e não as guarde no mesmo local.

Fica a dica 2: Sempre que terminar de usar as escovas de dente na limpeza
da casa, lave-as e desinfete-as. Depois é só secar.

Fica a dica 3: Quando estiver na hora de jogar fora a escova, descarte-a junto
com outros itens plásticos recicláveis.

O que e como limpar

Ralinhos, base das torneiras e bocal dos chuveiros – nos banheiros

Vai dizer que após a faxina nunca sobra um pouquinho de limo no ralo da pia ou no encontro
da torneira com ela? Pois teste esfregar esses cantinhos ingratos com a escova e você verá
como não há sujeira que resista! Faça isso primeiro só com um pouquinho de água e, depois,
acrescente uma gotinha de detergente ou desinfetante. No final, seque.
Já o bocal dos chuveiros, que tende a acumular sedimentos contidos na água, deve ser
removido e deixado de molho em vinagre diluído em água morna (partes iguais). Após alguns
minutos, passe a escova nos furinhos para desentupi-los.

Descascadores, raladores e saleiros – acessórios de cozinha

Descascar batata e ralar cenoura é fácil – difícil é deixar as ferramentas para isso 100% limpas
depois! Esses utensílios têm reentrâncias que a esponja não alcança de jeito nenhum, mas a
escova de dente sim. Por isso tenha sempre uma delas na pia da cozinha, pronta para agir em
parceria com o detergente para louça. Ela também será de grande valia na hora de limpar os
furinhos de saleiros e pimenteiros.

Trilhos de boxes e de outras portas de vidro deslizantes

Para que essas ferragens não juntem mofo e sujeira, tome o cuidado de limpá-las muito bem
uma vez por semana (boxe do chuveiro) ou a cada 15 dias (demais situações). Uma forma
eficiente de higienizá-las é aplicando uma mistura de álcool (1 colher de sopa), bicarbonato de
sódio (2 colheres de sopa), vinagre (1 xícara) e água morna (1 xícara). Deixe-a agir por uns 10
minutos para que o lodo saia mais facilmente quando você passar a escova de dente. Enxague
e seque.

Rejunte de azulejos e pisos cerâmicos

Vinagre branco e escova de dente formam a dupla dinâmica contra rejuntes encardidos e
mofados! A dica é umedecer o rejunte com vinagre branco (de álcool ou de uva) por 10 a 15
minutos e então passar a escova sem fazer força. Realizar o serviço por partes tem suas
vantagens, já que o vinagre nunca deve secar sobre o rejunte: se isso acontecer, aí será muito
difícil removê-lo. Para finalizar, limpe a superfície com pano úmido e, se o cheiro de vinagre
ainda estiver forte, acrescente um pouquinho de desinfetante ao pano.

Escovas de cabelo e pentes

Pentes nem são tão difíceis assim de lavar, mas escovas de cabelo… Não basta retirar os fios
que ficam retidos entre as cerdas, pois elas permanecem meio engorduradas. O dia em que
percebi que bastava esfregar as cerdas e a estrutura da escova com uma escovinha de dente e
detergente neutro, foi uma alegria! E agora faço o mesmo com os pentes. Aí é só enxaguar e
secar.

Depois me conta se as dicas funcionaram a contento!

Beijos,

Mica

 

Enquanto os filhos brincam… Separar um canto da sala onde as crianças possam brincar é um jeito de aumentar o tempo de convívio da família sem que o caos se instale

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Por mais que eu goste de organização, acho que a sala é um local para reunir a família – e onde
há crianças, há brinquedos fazendo parte da família. (Eu, por exemplo, sou avó de umas quatro
bonecas!) Então, que os pequenos brinquem livremente e deem vazão à criatividade, mas
depois guardem tudo em seus lugares.

É por pensar assim que achei tão interessante a solução das arquitetas do escritório Tria
Arquitetura para o apartamento de um casal com dois filhos. Dá só uma olhada nas fotos.
Um dos quartos teve duas paredes demolidas e foi transformado em brinquedoteca. Mas uma
brinquedoteca aberta para a circulação e integrada à sala por uma estante modulada que é
vazada na parte inferior, onde fica uma lareira de chão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assim, enquanto os pais estão vendo TV, conversando ou ouvindo música, acompanham as
brincadeiras dos pequenos ali pertinho. E não são necessários mais que alguns segundos para
as crianças se juntarem aos adultos no sofá ou para os pais aderirem às brincadeiras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos: Alessandro Guimarães

Repare nos recursos que contribuem para a organização no ambiente infantil. Sob a janela, um
banco-baú guarda os brinquedos usados na área, entre eles as caixas de jogos. Sobre o banco e
em alguns nichos da estante vão os bichos de pelúcia. As bolas ficam em suportes fixados na
parede do tipo lousa, onde os irmãos podem desenhar. E o tapete feito com módulos coloridos
de EVA protege o piso de madeira de arranhões e os joelhos dos pequenos de batidas.

E aí? Gostou desta ideia tanto quanto eu?!

Beijos,

Mica ♥