Vasos de ervas: manutenção é tudo! Saiba como nutrir sua hortinha para sempre dispor de temperos frescos!

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Definitivamente, não dá para montar os vasinhos de ervas e só se lembrar deles na hora de
colher um tempero para acrescentar à panela. Mas isso está longe de significar muito tempo
gasto na função de jardineiro.
No dia a dia, o mais importante é garantir a insolação mínima (falei sobre isso no post
anterior) e aguar somente quando for necessário, como aprendi com a engenheira agrônoma
Aline Zoia e com a paisagista Viviane Moreno, da Hortelar.

Quando molhar:

Segundo as especialistas, a frequência de rega depende de tantas variáveis –
incluindo as particularidades da espécie e as condições climáticas do dia –, que o melhor é
sempre se valer da tática do toque: coloque um dedo na terra para verificar se ela está seca ou
úmida e só adicione água no primeiro caso, de preferência pela manhã.

A adubação: 

A frequência de adubação é um tema pra lá de controverso: enquanto alguns
mandam fazer isso a cada a cada 15 dias, outros falam que é de quatro em quatro meses.
“Gente, que orientação eu sigo?”, perguntei à Aline e à Viviane. E elas me recomendaram a
adubação mensal, feita com adubo orgânico, como torta de mamona (100g/m²), farinha de
osso (150 a 200g/m²) ou cinza de madeira (200 a 500g/m²).

Podar é colher:

A poda é, com certeza, a melhor parte quando o assunto é horta, pois ela irá
abastecer nossas cozinhas. Mas evite a colheita completa, uma vez que a graça de ter
temperos ao alcance das mãos é poder apanhá-los de pouco em pouco, justamente quando a
gente precisa deles.

Tempo de vida:

 Só não esqueça que, mesmo com todo o cuidado do mundo, nem todas as
ervas para tempero perduram. Em relação ao seu tempo de vida, elas podem ser divididas em
três grupos. As perenes, como a hortelã e o orégano, duram anos e anos. Já as espécies anuais
– a exemplo do coentro e do endro – nascem, florescem, frutificam e morrem em apenas um
ano. E ainda existem as bienais, que completam seu ciclo em dois anos – caso do manjericão.
Agora que você conhece os cuidados que uma hortinha demanda, coloque-os em prática e
nunca mais dirá que seu manjericão ou tomilho morreu depois de uma semana.

Beijos,

Mica <3