Pedras sem limo? Tá fácil! Pisos e paredes revestidos de pedras são lindos e práticos, principalmente quando a gente sabe como limpá-los

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Este post não é para falar de mármores e granitos polidos, mas sim daquelas pedras rústicas
tão usadas no chão das áreas externas e em paredes e muros, como a pedra mineira, a goiás, a
miracema…

Porosos e com a superfície bem rugosa, esses acabamentos tendem a juntar mais sujeira que
os materiais lisos. Por outro lado, são limpos com facilidade: basta uma escovação semanal ou
quinzenal usando detergente neutro misturado em água e uma escova de cerdas macias. No
caso de paredes internas cobertas de pedra canjiquinha (aquela em filetes, lindona!), nem isso:
é só tirar a poeira com um pano.

A dificuldade aparece quando uma sujeira se incrusta ou o limo surge naqueles trechos que
permanece úmidos e, muitas vezes, à sombra. Aí, a limpeza comum pode ser insuficiente,
principalmente se você tiver relaxado na frequência da faxina. Nesse caso, é bem provável que
você precise recorrer à água sanitária, mas bem diluída, numa proporção de 1 parte do
produto para 10 de água.

Teste a solução em uma área pequena, como eu sempre aconselho. Aguarde uns 15 minutos,
enxágue e, depois que o revestimento estiver seco, observe se ele não ficou manchado e se o
limo saiu. Deu tudo certo? Então mande ver no restante da superfície. Caso a pedra não esteja
completamente limpa, esfregue novamente, dessa vez com uma mistura um pouco mais
concentrada, com 1 parte de água sanitária para 5 de água.

Agora, se o seu problema for óleo de carro no chão da garagem… hum, é melhor chamar uma
empresa especializada na lavagem desse tipo de piso, porque provavelmente será preciso usar

um produto mais forte e que exige conhecimento técnico de quem o aplica. Fazer o serviço por
conta própria pode acabar se transformando naquele famoso ‘o barato que sai caro’.

E como eu sei que muita gente parte logo para a limpeza com lavadoras de alta pressão,
qualquer que seja a sujeira, compartilho aqui um alerta de especialistas em rochas, como o
geólogo Eduardo Quitete, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT),
que vive dando entrevistas sobre o assunto: nesse tipo de revestimento, as lavadoras de alta
pressão devem ser usadas a cada três ou quatro meses, no máximo. É que o jato de água
muito forte pode desgastar a superfície das pedras, deixando-as ainda mais porosas. E aí, o
que acontece? Elas vão atrair mais sujeira… Melhor, não, né?

Beijos,

Mica ♥

 

Como higienizar frutas e legumes Aprenda a remover sujeirinhas, desinfetar e reduzir a quantidade de agrotóxicos na casca dos vegetais que come

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Pessoal, hoje eu quero bater um papo sério sobre limpeza… de frutas e legumes!

Afinal, se a gente faz de tudo para deixar a cozinha limpa e organizada, não dá para descuidar justamente quando o assunto é aquilo que a gente come, certo?

Eu adoraria lavar frutas e legumes assim que chego da feira ou do supermercado, como faço com a salada, mas descobri que esse ato de higiene acaba sendo prejudicial à qualidade do alimento. Dá para acreditar? Como eu mesma fiquei muito surpresa, resolvi escrever um post exclusivamente sobre a questão: se você ainda não o viu, clique aqui  e entenda tudo direitinho.

Foto: Monzenmachi/iStock

De qualquer forma, lavando com antecedência ou apenas na hora do consumo (conforme o vegetal), há um passo a passo a seguir.

Limpeza em água corrente

Se houver talos e outras partes não comestíveis, assim como pedaços machucados ou apodrecidos, retire-os sem dó nem piedade! Sabia que eles são a porta de entrada para mais bactérias e fungos?

Nessa lavagem inicial, use uma escovinha para esfregar os tubérculos – como as batatas – e os legumes e frutas que serão consumidos crus.

Vale lembrar que todos – T-O-D-O-S, viu? – os vegetais e frutas devem passar pela limpeza em água corrente, até aqueles que serão comidos sem a casca, como laranja e melancia. É que, com a faca ou mesmo com as mãos, a gente pode acabar levando para a polpa sujeiras que estão do lado de fora.

Lenda x ciência

Reza a lenda que a imersão em uma mistura de água e bicarbonato de sódio reduziria a concentração de pesticidas nos alimentos. Porém, segundo a nutricionista Viviani Fontana, conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região SP/MS, não existe evidência científica dessa ação. “Se há agrotóxico, ele está em todo o alimento e na lavagem não conseguimos retirá-lo”, explicou-me. E, se é para diminuir a quantidade só na casca, a lavagem cuidadosa – como eu ensino aqui – já faz isso, sendo o bicarbonato desnecessário.

Adeus, micro-organismos!

A última fase da higienização, que vale também para os orgânicos, pede que frutas e legumes fiquem imersos por 10 a 15 minutos em um produto para desinfecção de alimentos. Pode ser a água sanitária – desde que o rótulo informe que aquela marca específica pode ser usada para esse fim – ou algum outro produto à base de hipoclorito de sódio (que é o princípio ativo da água sanitária), de acordo com o Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Se escolher a água sanitária, a concentração recomendada é de uma colher de sopa para cada litro de água. No caso dos outros produtos, siga as orientações do rótulo.  

Enxágue final

Depois dessas etapas, abra a torneira sobre os alimentos e permita que a água corrente leve embora os últimos resquícios de bactericida e micro-organismos.

Papel toalha para enxugar

Nada de deixar os vegetais molhados – a não ser que vá colocá-los na panela imediatamente. Seque-os muito bem com papel toalha, principalmente se for guardá-los por um ou dois dias.

Lição dada é lição aprendida, hein?!

Beijos,
Mica ♥

O melhor jeito de lavar e guardar a salada Este é o post definitivo para quem quer ter folhas sempre frescas, limpas e prontas para ir à mesa.

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Tem gente que jura de pés juntos que comeria mais salada se ela viesse prontinha para o consumo, bastando abrir a embalagem! Eu sei, eu sei: hoje em dia, há lugares que até oferecem essa opção, mas pagar quase o dobro do preço por essa comodidade nem sempre dá, né?

Claro que eu também não gosto de chegar em casa, depois de um dia de trabalho, e gastar um tempão dando banho na alface, no agrião, na rúcula… Em vez disso, prefiro eu mesma tomar um banho bem gostoso e relaxante! :p

Então, vamos lá: basta se planejar para resolver esse impasse. O segredo está em lavar e guardar as hortaliças corretamente assim que voltar das compras. Toda a tarefa fica concentrada em um só momento e ninguém precisa mais se preocupar com isso pelos próximos dias.

Foto: Halfpoint/iStock  – 476873656

“Mas, Mica, minha mãe lava a salada de um jeito, minha sogra de outro… e eu fico sem saber qual é o certo.” Afinal, existe um passo a passo definitivo para lavar e guardar a salada?

Existe! E não é nenhum bicho-de-sete cabeças. É tudo uma questão de seguir quatro etapas:

1. Lavagem em água corrente;
2. Molho em produto bactericida;
3. Secagem caprichada e
4. Armazenamento adequado.

Simples, não? Agora, vamos falar um pouco sobre cada uma delas.

1. Lavagem em água corrente

Nem preciso dizer que a higienização de qualquer vegetal é questão de saúde, né? No caso das folhas, a lavagem de uma a uma em água corrente deve ser a primeira medida. Passando as mãos, remova toda a sujeira visível e descarte os trechos amarelados, com aspecto queimado ou pequenos furos (sim, eles são sinal de que larvas já provaram do banquete antes de você…).

2. Molho em bactericida

O próximo passo é deixar as verduras de molho em solução capaz de matar o que os olhos não veem (leia-se: micróbios e parasitas!).
Apesar de muito popular, o vinagre não é a melhor opção para esse fim – e quem está dizendo não sou eu, e sim o Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A orientação desses órgãos é usar o hipoclorito de sódio, vendido em gotas ou pastilhas em quase qualquer supermercado, ou um produto bem mais barato e que tem o mesmo princípio ativo. Já adivinhou? A água sanitária, claro. Só é preciso que seja uma versão de boa procedência, regulamentada pela Anvisa e sem a adição de corantes, tira-manchas e aromatizantes. Tem que ser água sanitária pura mesmo, ok?

Qualquer que seja a sua escolha, dilua uma colher de sopa do produto para cada litro de água, deixe as folhas de molho por 10 minutos e finalize lavando-as em água corrente.

3. Secagem caprichada

Para que a salada lavada tenha a vida útil prolongada na geladeira, o segredo é que ela esteja bem sequinha – sim, é a umidade que acelera a deterioração das folhas, porque favorece a proliferação de fungos (aaargh!).

Foto: Reprodução/Zoom

Mas nada de desespero, porque é como eu sempre digo: quando você tem a ferramenta certa, você tem a metade do serviço feito. Vale a pena investir em uma centrífuga de lavar salada, daquelas a manivela ou de apertar que a gente encontra facilmente em lojas de utilidades domésticas e até em supermercados. Depois de colocar as folhas no cesto e girar, eu recomendo uma secagem final com papel toalha a fim de eliminar toda e qualquer gotinha de água.

 

4. Armazenamento adequado

As verduras estão limpas e secas? É hora de guardá-las na geladeira. Utilize potes herméticos – que barram a entrada da umidade do refrigerador –, de preferência de vidro. Isso eu aprendi recentemente, comprovei e adorei: o vidro conserva a comida por mais tempo por ser um material que não interage com os alimentos.

Outra opção é abrigar as folhas em potes plásticos de boa qualidade e em sacos plásticos com ar dentro. Ah! Tanto em potes quanto em saquinhos, folhas de papel toalha embaixo ou acima das verduras absorvem a umidade que porventura se formar e fazem a salada durar ainda mais.

No Livro Santa Ajuda com Micaela Góes, eu reuni algumas dicas que podem ajudar nesse processo. Espia só essa:

E não se esqueça: o lugar certo da geladeira para armazenar vegetais é o gavetão inferior, onde a temperatura não é tão baixa. 😉

Beijos,
Mica ♥