Quarto na medida para duas crianças! Um menino e uma menina podem compartilhar o quarto, dividindo armários, bancada de estudos e área de brincar? Sim! E dá para manter a ordem!

Outro dia, navegando no site da revista eletrônica de design infantil Na Toca, vi um dormitório
duplo que achei muito bem resolvido em termos de decoração e, particularmente, de
organização. Olha que eu sei, por experiência com as minhas filhotas queridas, que nem
sempre é fácil para duas crianças dividirem o mesmo quarto. Dentro dele, cada uma precisa
ter o próprio espaço e se reconhecer ali.

Já que achei o projeto eficiente, resolvi saber mais sobre ele para apresentá-lo hoje aqui, como
um presente para filhos e pais neste Dia das Crianças. Quem encontrou a solução perfeita para
o dormitório dos irmãos Sabrina e Theo, de 6 e 4 anos respectivamente, foi a arquiteta Hana
Lerner, do Rio. Em uma área de 9 m², ela criou os setores de dormir, de guarda-roupa, de
estudos e de brincar e circular. Como eu sempre recomendo no caso de cômodos pequenos e
com várias funções, o uso do espaço vertical foi decisivo para o sucesso da proposta.

Um beliche feito sob medida acomoda a menina em cima e o menino embaixo. Mas como
fazer quando eles querem convidar um amiguinho para passar a noite? Nessas ocasiões, entra
em cena no meio da área de circulação o colchão dobrável que no dia a dia é guardado sob
metade da cama inferior. E sabe por que ele ocupa só 50% desse vão? Porque a outra metade
virou um gavetão para brinquedos. “O ambiente é muito pequeno, então a gente precisava
aproveitar todos os espaços que servissem para armazenar os pertences deles”, diz a Hana.

Ainda na área de dormir, repare que cada criança tem à cabeceira prateleiras onde enfileiram
bonecos, bichinhos e outros itens pequenos. Além de personalizar o cantinho de cada irmão,
esse detalhe de marcenaria camufla um dente que existe na parede.

Aos pés do beliche, outras cinco prateleiras feitas sob medida deixam à mão os livrinhos de
histórias e não atrapalham o acesso ao armário. Para economizar o espaço de abertura, o
móvel tem portas de correr: uma para cada criança e uma terceira que é compartilhada.
Agora, você reparou nas gavetas sob o guarda-roupa? Gente, eu amei, porque cada uma traz
identificado o conteúdo! Precisa de muito esforço para conseguir bagunçá-las, hein?!

A arquiteta me explicou que preferiu deixar a frente das gavetas no acabamento lousa para
que as funções possam ser modificadas conforme a necessidade. Hoje elas guardam pijamas,
meias e sapatos – os da Sabrina de um lado da gaveta e os do Theo do outro –, mas nada
impede que amanhã a forma de organizar seja outra. Ou seja, existe uma segmentação, mas
ela é flexível. Acima das gavetas, ainda há nichos para acomodar os jogos.
Dois baús ripados, com rodízios, contemplam mais brinquedos. E aí vem a identificação por
cores que a arquiteta adotou: o da menina é lilás e o do menino, turquesa.

O padrão se repete na área de estudos e assim não sai briga para decidir quem senta onde.
Cada um tem as suas gavetas e prateleiras para organizar livros escolares, cadernos, materiais
de papelaria e enfeites. As prateleiras mais baixas, pouco profundas, encaixam baldinhos com
lápis e canetas.

E cada irmão também ganhou um gaveteiro – com rodinhas. “Nos dias em que eles estão se
amando, querem sentar um do lado do outro, então os gaveteiros vão para as pontas. Mas
quando estão brigados, os gaveteiros servem para separá-los”, explica a Hana, rindo. Sei bem
como é isso, Hana! Aliás, que pai e que mãe não conhecem essa situação?

Viu como organizando bem tudo é possível?

E assim eu me despeço, desejando um felicíssimo Dia das Crianças para todos!

Beijos,

Mica ♥

 

 

 

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