Por que não vale a pena combater cupins com receitas caseiras? Querosene, gasolina, óleo queimado... Esses produtos até matam os temíveis cupins – assim como um jato forte de água! –, mas não evitam novas infestações

Talvez o cupim seja a pior praga urbana que conhecemos, pois destrói não apenas móveis, mas
também imóveis.

Ainda assim, a gente vive buscando soluções caseiras contra eles e chega a jurar de pés juntos
que aquela receita passada de geração em geração na família do amigo da vizinha funciona
que é uma beleza.

Funcionar, funciona, mas só num primeiro momento e no caso dos cupins de madeira seca
(aqueles que se instalam num móvel ou num livro, como expliquei num post anterior). Foi o
que me explicou o biólogo Francisco Andrade, diretor técnico da Tecnomad. “Querosene, óleo
queimado, óleo desengripante e gasolina possuem cheiro muito forte e composição tóxica
para os cupins, mas não apresentam o que chamamos de efeito residual”, afirma o
especialista. “Por isso não recomendo o uso de nenhum deles.”

Tá, mas do que se trata esse efeito residual que caracteriza os produtos vendidos como
cupinicidas?

“O princípio ativo desses produtos tem um efeito que age por semanas ou meses na peça
tratada, impedindo novas infestações”, explica Francisco.

O improviso sai caro

No caso dos agressivos cupins de solo, a adoção de receitas caseiras pode até piorar o
problema. É que, de acordo com o biólogo, as colônias subterrâneas – que reúnem de milhares
a milhões de cupins, literalmente! – podem estar num raio de até 100 metros do ponto
infestado, como a face de trás de um rodapé ou o fundo de um armário embutido.

Como os cupins subterrâneos agem na surdina, só percebemos o estrago quando a infestação
já está avançada. “Uma intervenção mal planejada ou com produtos sem eficácia comprovada
pode matar aqueles cupins que estão em contato direto com a peça tratada, mas não vai
atingir a maioria dos indivíduos da colônia”, afirma Francisco. “O resultado pode ser
desastroso, pois, estressados, os cupins remanescentes podem se espalhar para outras
estruturas não infestadas.”

Socorro, já pensou? Eu é que não quero correr esse risco! Agora que entendi o real tamanho
do problema, se suspeitar da presença de cupins subterrâneos em casa, já sei que devo
chamar uma empresa especializada para analisar a infestação e recomendar a solução mais
adequada.

E você deve fazer o mesmo. Mas, antes, saiba como identificar os cupins de
madeira seca e de solo lendo o post Cupins? Tô fora!, que publiquei recentemente – lá
eu também indico como combatê-los de modo eficiente.

Apesar de não gostar nada, nada dessa praga, adorei a aula!

Beijos,

Mica ♥

 

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