Vinil adesivo na decoração: modo de usar O revestimento adesivo é um curinga e tanto. Ele oferece infinitos padrões, não produz sujeira na colocação e não custa nenhuma fortuna!

0

Você que me acompanha no Santa Ajuda já deve ter reparado que ando caída de amores pelos revestimentos adesivos. Na cozinha da Angela, por exemplo, apresentada na última temporada do programa, eu cobri todas as paredes com eles, combinando um padrão estampado e outro liso (foto acima). Ficou lindo, não?

Minha paixão não é à toa: os adesivos são práticos demais! Definitivamente, uma boa aposta para mudar o visual de um ambiente em algumas horas. E, melhor: sem sujeira, porque não envolvem pintura, nem lixa, nem respingos.

Mas, Mica, dá para aplicar o papel adesivo em qualquer lugar?

Eu mesma consigo fazer a instalação?

A limpeza é tão simples quanto parece?

Pois é, essas são algumas dúvidas que tenho ouvido por aí… e este post está aqui justamente para respondê-las.

Para começar, eis um esclarecimento: apesar de o termo “papel adesivo” ser comum, esse revestimento autocolante não é feito de papel, mas, sim, de vinil. Aquele mesmo adesivo vinílico que a gente usa para encapar cadernos.

Não pense, porém, que os rolos encontrados nas papelarias são a única alternativa. Há versões mais transadas vendidas em lojas de decoração, algumas encorpadas, outras com textura…  Existe, ainda, a possibilidade de ter um adesivo totalmente personalizado: você escolhe a estampa e as cores e manda imprimir em uma empresa especializada. Sensacional, né? Por isso eu digo que as opções são infinitas.

Onde aplicar
Paredes, itens de mobiliário e até eletrodomésticos aceitam esse acabamento, desde que a superfície seja lisa e esteja limpa.

A menos que o fabricante do produto diga e prove o contrário, revestimentos adesivos não costumam ser antichama, então não os instale nas proximidades de qualquer fonte de fogo, como o fogão.

Aplicá-los perto da pia ou em outras áreas que têm contato constante com água também não dá muito certo, pois é grande a chance de o adesivo se descolar. Ou seja, ambientes externos e banheiros, nem pensar. Já em lavabos o material está liberado, uma vez que não há vapor de banho.

Será que dá para instalar sozinho?
Dá sim, mas eu não recomendo, porque exige habilidade manual e bastante paciência.

É só você pensar, como uma analogia, na tarefa de encapar um caderno com papel contact: tem gente que tira de letra, faz tudo no maior capricho; e tem quem acaba deixando sua marquinha registrada na forma de uma bolha ou dobra fora de lugar.

Mas é tudo isso numa escala muito maior, simplesmente porque a área é bem maior. Se o adesivo for estampado, ainda é preciso prestar atenção às emendas para preservar a continuidade do padrão. E não pense que escolhendo uma cor lisa tudo será um mar de rosas: nesse caso, bolhas e vincos aparecem mais.

Se apesar desses alertas você quiser encarar a colocação, a dica é usar uma espátula ou cartão de plástico (um cartão de crédito, por exemplo) para remover os bolsões de ar que surgirem durante o processo.

E há um truque famoso que ajuda bastante: borrifar água com umas gotinhas de detergente diretamente na parede. Assim, o revestimento autocolante vai ficar bem flexível, “dançando” na pocinha enquanto você o manuseia mais facilmente. Em pouco tempo, essa água evapora e o adesivo fixa sem problemas.

É fácil de limpar?

Ah, a resposta é um sim enfático! Limpar o adesivo vinílico não tem segredo e qualquer paninho úmido dá conta do recado. A recomendação mais importante é nunca usar produtos abrasivos, como saponáceo ou o lado duro da esponja, que fatalmente vão riscar o revestimento.
É tudo de bom, né? Ah! Remover o adesivo também é pra lá de fácil: basta encontrar uma pontinha, contar 1, 2, 3 e… puxar!

Beijos Mica <3

O jeito certo de limpar papel de parede Papel de parede sujo ou manchado? Limpar esse revestimento não tem segredo, desde que você siga alguns cuidados básicos.

0

Foto: Reprodução Pinterest

Enquanto uma pintura resiste por uns cinco anos, um bom papel de parede é
capaz de durar uma década ou mais. Isso se estiver instalado em ambientes
protegidos da umidade, como salas e quartos. Para garantir a vida longa, você
tem de colaborar, principalmente no quesito limpeza. Quer saber como? Eu
conto tudinho!

Para começo de papo: seu papel de parede pode ser molhado durante a limpeza?
A resposta depende de saber se o revestimento que cobre a sua parede é
vinilizado ou vinílico. Os vinilizados, chamados de não laváveis, preferem
manter distância da umidade. Já os vinílicos são laváveis, pois suportam faxinas
mais pesadas, com um pouco de água e detergente neutro. Mas, atenção: não é
porque o papel é lavável que ele pode ser aplicado em cozinhas e banheiros,
hein?

“Ok, Mica, mas como saber de que tipo é o meu papel?”
O ideal é que você tenha checado essa informação na hora da compra, até
porque ela deveria influenciar na decisão. Se deixou passar, não hesite em
consultar a loja ou o fabricante. Agora, se o papel é muito antigo ou se nem foi
você quem o escolheu, abra bem os olhos e prepare as pontas dos dedos para
analisar o revestimento de acordo com sua aparência e textura.

– papel de parede vinilizado (não lavável): resulta de uma camada de vinil
sobre papel de verdade – em geral, com aplicação de verniz por cima –, por isso
tende a ser mais fininho e liso, isto é, sem nenhuma textura.
– papel de parede vinílico (lavável): não é feito de papel, e sim de vinil
(PVC), por isso costuma ser mais grosso e resistente. Além disso, é bastante
comum que seja texturizado, embora essa não seja uma regra.

 

Foto: Reprodução Bucalo

Seu papel é vinilizado?
O melhor é conter o entusiasmo durante a faxina. Embora esse tipo de papel
aguente um paninho levemente umedecido aplicado com delicadeza, o mais
garantido é usar apenas um pano limpo e seco.

Seu papel é vinílico (lavável)?
Então siga o passo a passo da lavagem do papel de parede vinílico.
1. Encha um balde com água morna, acrescente um fio de detergente neutro e
mexa até formar bastante espuma.
2. Umedeça um pano de microfibra ou uma esponja macia nessa mistura e
esfregue delicadamente com movimentos circulares. Inicie a lavagem de cima
para baixo, para evitar que a sujeira escorra em uma área que já foi limpa.

3. Se for preciso para finalizar, passe uma esponja molhada em água limpa e
seque tudo com um pano limpo – minha dica é reservar um pano só para essa
atividade.

Jamais aplique estes produtos no seu papel de parede
Outra regra de ouro para manter a durabilidade do seu revestimento, seja ele
vinílico ou vinilizado, é mantê-lo a salvo de certos vilões. Sabe quais? Água
sanitária, álcool, desinfetantes e produtos e materiais abrasivos, incluindo
saponáceos, palha de aço e a parte mais áspera da esponja (aquela que costuma
ser verde).

E riscos de caneta e manchas de gordura? Como eliminar?
Quando surgir algo assim, o lema é: “sujou, limpou”. Quanto mais rápido você
agir, maior a chance de a marca sair completamente. Se o problema acontecer
num revestimento vinílico (lavável), é só esfregar a área atingida com água e
sabão, como ensinei no passo a passo.
Já para quem tem um acabamento vinilizado (não lavável), recomendo um
truque: esfregar a mancha com miolo de pão ou borracha escolar limpa. Mas
será preciso ter bastante cuidado a fim de não danificar o papel e paciência para
que a técnica surta efeito.

Por último, mas não menos importante: não deixe a sujeira acumular!
É infinitamente mais fácil livrar-se dela quando ainda não está impregnada
(como tudo na vida, aliás). Todos os meses ou quinzenalmente, realize uma
limpeza de rotina no papel de parede evitando que poeira, marcas de dedo e
gordura penetrem no revestimento.

Lições aprendidas e papel novo em folha? Aproveite para aprender a limpar
paredes pintadas neste post aqui!

Beijos Mica <3

Gato e jardim: cada um na sua Quando eles dividem a mesma casa, o melhor é mantê-los afastados um do outro. Quer saber como? Eu te conto!

0

Outro dia escrevi  sobre as plantas que mais resistem ao xixi dos gatos e também sobre as espécies que são tóxicas para eles. E guardei pra
hoje as dicas que ajudam a manter os bichanos longe de vasos e canteiros. Sim, isso é possível,
mas exige algum esforço da sua parte.

Para começar, em vez de se preocupar em afastar os animais, que tal focar em atraí-los para
um pedacinho do quintal planejado especialmente para eles?! No jardim dos sonhos de
qualquer gato não pode faltar catnip, conhecida como erva-gateira ou erva do gato, que
costuma deixá-los felizes da vida. Plante-a no solo ou, se preferir um vaso, escolha um modelo
pesado o bastante para o seu amigo peludo não derrubá-lo. Você pode aumentar o leque de
atrações acrescentando um arranhador ao pedaço.

Outra planta que agrada aos gatos, deixando-os mais tranquilos, é a valeriana – se sobrarem
algumas folhinhas, você terá o ingrediente ideal para um belo chá calmante.

Também vale a pena plantar para eles a chamada grama-dos-gatos, encontrada em pet shops.
Mas, quer saber, você mesmo pode cultivar a sua usando milho de pipoca – sim, aquele que a
gente compra no supermercado. Dá uma olhada no passo a passo neste vídeo do blog Gato Duplo. Esse tipo de grama
atrai os bichanos e é excelente para a saúde deles, pois os ajuda a se livrarem das bolas de
pelos que se formam em seu aparelho digestivo.

Foto: Reprodução Dr Paws

Vai um repelente natural aí?

Se a ideia for manter a gataiada longe do jardim, existem truques caseiros totalmente naturais
que costumam funcionar – melhor do que espalhar mais produto químico por aí, não é
mesmo? Mas é claro que cada gato vai reagir a um estímulo de um jeito, por isso a minha dica
é ir testando uma fórmula de cada vez, até descobrir aquela que mais se encaixa na sua
realidade.

Uma opção é cercar as plantas com cascas de limão, cravo-da-índia ou canela (tanto em pó
quanto em pau), já que os felinos costumam evitar produtos com cheiro forte.

Como eles também não curtem muito ver o próprio reflexo, se você quiser proteger uma área
grande de canteiros pode espalhar garrafas PET cheias de água pelo gramado. É bem provável
que seu gato queira ficar longe desses espelhos!

Foto: Yoana Bustinza

A educadora felina Yoana Bustinza dá outra sugestão: usar bexigas de água ao redor das
plantas que deseja manter a salvo. Gato que se preze não vai querer ganhar um belo esguicho
a toda hora!

E aí, harmonia garantida entre felinos e verdinhas?

Então nos vemos no próximo post!

Beijos,

Mica

 

 

Jardim bom para gato! Plantas e felinos não costumam ter um convívio muito amistoso, mas conhecendo essas dicas é possível agradar e proteger ambas as partes

0

Quem é gateiro de carteirinha e adora cuidar de plantas sabe como é difícil conciliar essas duas
paixões. Ô duplinha de convivência difícil, viu! Se por um lado os gatos adoram fazer bagunça
na terra, mordiscar folhas e usar o canteiro como toalete, por outro há uma série de plantas
que podem intoxicá-los.

Selecione as melhores espécies

Para preservar tanto o paisagismo quanto a saúde do seu mascote, o segredo começa na
escolha das plantas. Boas pedidas são aquelas que possuem folhas e caules firmes, como
palmeira-ráfia, palmeira-fênix, cica, buxinho e yuca.

Gosta de flores? Experimente cultivar rosa, hibisco e maria-sem-vergonha – quem sugere é a
designer de interiores Luana Costa da Rocha Bassi, dona de quatro gatos e deste jardim fofo
que ilustra o post. “Como já tentei de tudo aqui em casa, posso afirmar que essas dão certo,
ou seja, são mais resistentes à urina dos felinos do que a maioria das plantas”, garante a moça.
Outra boa recomendação da Luana é sempre cultivar temperos e espécies mais delicadas em
vasos pequenos, que são espaços reduzidos demais para funcionar como WC.

Fotos: Luana Costa da Rocha Bassi

Fuja das plantas venenosas

Eis a lista das principais espécies tóxicas para gatos: antúrio, azaleia, avenca, babosa, bico-de-
papagaio, comigo-ninguém-pode, copo-de-leite, coroa-de-cristo, costela-de-adão, dedaleira,
espada-de-são-jorge, espirradeira, erva-moura (maria pretinha), hera, hortênsia, mamona,
violeta e todos os tipos de lírio.

Você deve evitá-las a qualquer preço, porque, se os seus amiguinhos de quatro patas se
servirem delas, eles podem sofrer desde irritações leves, distúrbios digestivos, náuseas e
diarreia até edema de glote, asfixia e morte. Um perigo e tanto, né? Vale dar atenção especial
à comigo-ninguém-pode e ao copo-de-leite, conhecidos pelos veterinários como a duplinha
campeã de intoxicações em animais de estimação.

Ah, é bom saber: a mesma listagem vale para quem tem cachorro – excluindo o lírio e
incluindo a macadâmia.

Espero que, com essas dicas, seu jardim (ou seus vasos) fique tão exuberante quanto o da
Luana!

Beijos,

Mica ♥