Vamos arrumar os cabides? Para organizar o armário, é fundamental começar pelo acessório que é o melhor amigo das suas roupas: o cabide, é claro!

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Se eu pudesse dar um único conselho sobre organização de guarda-roupa, seria este: preste
atenção nos cabides. Isso mesmo! Será que você já parou para pensar na importância desse
acessório?

Posso afirmar que ele determina diretamente aspecto visual do guarda-roupa. Cabides de
mesmo material e cor resultam em conforto visual, ou seja, dão aquela sensação de ordem
que a gente tanto aprecia. Basta olhar para a foto aí em cima, de um armário que eu arrumei
em um episódio do Santa Ajuda. Pura satisfação, né?

Por outro lado, se você tem um guarda-roupa que é aquela festa, com um cabide de plástico
vermelho aqui, um de acrílico transparente acolá, a coisa fica complicada. A desarmonia visual
transmite a ideia de bagunça, mesmo que as roupas em si estejam arrumadinhas.
Além disso, a experiência prática que você tem ao manusear suas roupas no dia a dia depende
desses acessórios. Sobre esse assunto, eu já falei bastante neste post sobre os melhores cabides para cada peça de vestuário.

Padronização + cabides antideslizantes

Recentemente uma leitora do blog me perguntou o seguinte: “Como faço para padronizar os
cabides se nem todos os modelos têm a mesma função? Quero usar cabides de veludo, que
não deixam as roupas escorregarem, mas aí eles não aguentam calças ou roupas mais
pesadas”.
O principal objetivo de toda e qualquer regra de organização é facilitar a vida, nunca dificultar.
Então é claro que tudo precisa se encaixar na sua realidade e fazer sentido para você. Isto
posto, a resposta é simples: pense em um esquema para a padronização dos cabides de

acordo com os setores do guarda-roupa. Nesse caso, uma opção é utilizar cabides de veludo
no varão principal e eleger um exemplar de madeira exclusivamente para o espaço dedicado
às calças e roupas pesadas.

Se o mais importante para você é que as roupas não escorreguem, existem algumas
alternativas ao modelo de veludo, como aqueles com fendas ou ganchos – eles funcionam
especialmente bem para roupas com alcinha.
E tem, ainda, uma solução genial: adesivos antiderrapantes que você cola nos seus cabides
para evitar que as roupas despesquem dali. Feitos de silicone, em inglês eles são chamados de
“slip grip”, por isso este é um termo bom para usar na pesquisa se você quiser encontrar esse
produto à venda na internet.

Quer mais economia? Dá para improvisar esse efeito de aderência de duas formas muito
simples. A primeira é prendendo um elástico de escritório nas extremidades do cabide. A
segunda pede uma pistola de cola quente: basta aplicar a cola em ziguezague na área desejada
e pronto! Mas, nessa segunda situação, deixe secar completamente antes de pendurar a
roupa, ou você vai acabar estragando-a. Estes são os DIY de cabide antiderrapante mais
rápidos do Oeste!

Por hoje é só, mas aguarde porque logo escreverei mais sobre este tema.

Beijos,

Mica ♥

 

Quarto na medida para duas crianças! Um menino e uma menina podem compartilhar o quarto, dividindo armários, bancada de estudos e área de brincar? Sim! E dá para manter a ordem!

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Outro dia, navegando no site da revista eletrônica de design infantil Na Toca, vi um dormitório
duplo que achei muito bem resolvido em termos de decoração e, particularmente, de
organização. Olha que eu sei, por experiência com as minhas filhotas queridas, que nem
sempre é fácil para duas crianças dividirem o mesmo quarto. Dentro dele, cada uma precisa
ter o próprio espaço e se reconhecer ali.

Já que achei o projeto eficiente, resolvi saber mais sobre ele para apresentá-lo hoje aqui, como
um presente para filhos e pais neste Dia das Crianças. Quem encontrou a solução perfeita para
o dormitório dos irmãos Sabrina e Theo, de 6 e 4 anos respectivamente, foi a arquiteta Hana
Lerner, do Rio. Em uma área de 9 m², ela criou os setores de dormir, de guarda-roupa, de
estudos e de brincar e circular. Como eu sempre recomendo no caso de cômodos pequenos e
com várias funções, o uso do espaço vertical foi decisivo para o sucesso da proposta.

Um beliche feito sob medida acomoda a menina em cima e o menino embaixo. Mas como
fazer quando eles querem convidar um amiguinho para passar a noite? Nessas ocasiões, entra
em cena no meio da área de circulação o colchão dobrável que no dia a dia é guardado sob
metade da cama inferior. E sabe por que ele ocupa só 50% desse vão? Porque a outra metade
virou um gavetão para brinquedos. “O ambiente é muito pequeno, então a gente precisava
aproveitar todos os espaços que servissem para armazenar os pertences deles”, diz a Hana.

Ainda na área de dormir, repare que cada criança tem à cabeceira prateleiras onde enfileiram
bonecos, bichinhos e outros itens pequenos. Além de personalizar o cantinho de cada irmão,
esse detalhe de marcenaria camufla um dente que existe na parede.

Aos pés do beliche, outras cinco prateleiras feitas sob medida deixam à mão os livrinhos de
histórias e não atrapalham o acesso ao armário. Para economizar o espaço de abertura, o
móvel tem portas de correr: uma para cada criança e uma terceira que é compartilhada.
Agora, você reparou nas gavetas sob o guarda-roupa? Gente, eu amei, porque cada uma traz
identificado o conteúdo! Precisa de muito esforço para conseguir bagunçá-las, hein?!

A arquiteta me explicou que preferiu deixar a frente das gavetas no acabamento lousa para
que as funções possam ser modificadas conforme a necessidade. Hoje elas guardam pijamas,
meias e sapatos – os da Sabrina de um lado da gaveta e os do Theo do outro –, mas nada
impede que amanhã a forma de organizar seja outra. Ou seja, existe uma segmentação, mas
ela é flexível. Acima das gavetas, ainda há nichos para acomodar os jogos.
Dois baús ripados, com rodízios, contemplam mais brinquedos. E aí vem a identificação por
cores que a arquiteta adotou: o da menina é lilás e o do menino, turquesa.

O padrão se repete na área de estudos e assim não sai briga para decidir quem senta onde.
Cada um tem as suas gavetas e prateleiras para organizar livros escolares, cadernos, materiais
de papelaria e enfeites. As prateleiras mais baixas, pouco profundas, encaixam baldinhos com
lápis e canetas.

E cada irmão também ganhou um gaveteiro – com rodinhas. “Nos dias em que eles estão se
amando, querem sentar um do lado do outro, então os gaveteiros vão para as pontas. Mas
quando estão brigados, os gaveteiros servem para separá-los”, explica a Hana, rindo. Sei bem
como é isso, Hana! Aliás, que pai e que mãe não conhecem essa situação?

Viu como organizando bem tudo é possível?

E assim eu me despeço, desejando um felicíssimo Dia das Crianças para todos!

Beijos,

Mica ♥

 

 

 

Você sabe o que é uma casa acessível? O uso de uma cadeira de rodas pode exigir reforma e reorganização dos espaços

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Quem está planejando construir ou reformar tem a oportunidade de deixar a casa preparada
para quando a idade chegar ou para quando algum membro da família tiver de se locomover
em uma cadeira de rodas. Isso não é ficar pensando no pior, não, gente. É simplesmente
reconhecer que estamos vivendo mais e que um dia podemos não ter tanto domínio sobre
nosso corpo.

Nos anos 80, surgiu nos Estados Unidos o Desenho Universal, que reúne princípios para o
desenvolvimento de construções e produtos adequados ao uso de qualquer pessoa, seja ela
baixa, alta, anã, cadeirante, idosa, criança, adulta etc. Esse conceito está por trás da NBR 9050,
a norma brasileira de 2004 que trata sobre a acessibilidade a construções, mobiliários e
espaços em geral.

Condomínios, prédios de escritórios, repartições públicas e endereços comerciais são
obrigados a seguir a NBR 9050. Mas o mesmo não acontece comigo nem com você quando
contratamos um arquiteto para desenhar nossa casa. Porém, basta quebrar uma perna ou passar por uma crise aguda de dor na coluna para perceber o quanto é difícil subir aquele par de degraus até a porta de entrada, lavar a louça ou até mesmo tomar banho.

Por isso as casas acessíveis são tão legais – elas funcionam bem para todo mundo. Ou existe
alguma desvantagem em ter uma tomada a 40 cm do chão – altura apropriada para um
cadeirante – e não a 30 cm, como é padrão? É menos esforço e mais conforto para todos!

11 regrinhas básicas de acessibilidade

As 97 páginas da NBR 9050 trazem todo tipo de orientação para que um
ambiente, público ou privado, seja acessível a portadores de deficiência auditiva, visual ou de
locomoção. Aqui, eu separei umas poucas dicas para que um cadeirante tenha autonomia
dentro de casa. Para saber mais, consulte a norma.

  1. o vão das portas precisa medir 80 cm, no mínimo.
  2.  a largura mínima para o corredor é de 90 cm.
  3. o desnível entre a casa e a área externa não pode superar 0,5 cm.
  4. a porta do banheiro precisa abrir para fora.
  5. o desnível entre o piso da área do chuveiro e o restante do ambiente deve se limitar a
    1,5 cm.
  6.  no banheiro, é preferível cortina a boxe, para facilitar o acesso ao chuveiro e por causa
    da área de 1,20 x 1,50 m que a cadeira de rodas demanda para girar 180 graus.
  7. junto ao vaso sanitário, a parede lateral e a do fundo devem receber barras horizontais
    para apoio e transferência do cadeirante. O comprimento mínimo das peças é de 80
    cm e elas têm de estar a 75 cm do piso.
  8. a lavadora de roupas precisa ter abertura e comandos na frente.
  9. é preciso deixar um vão livre de no mínimo 73 cm entre o piso e o lado inferior de uma
    superfície de trabalho (a bancada da pia e a mesa de jantar, por exemplo). Já a altura
    do chão até o topo da superfície deve ficar entre 75 e 85 cm. Assim garante-se o
    encaixe da cadeira de rodas sob a bancada e o acesso a ela.
  10. enquanto as tomadas localizam-se na faixa entre 40 cm e 1 m do chão, interruptores e
    campainhas ficam entre 60 cm e 1 m.
  11. interfone, quadro de luz, comando de aquecedor e registro de pressão devem ser
    instalados entre 80 cm e 1 m do piso.

Observando as dificuldades por que passam as pessoas que têm a sua locomoção limitada,
vejo que já passou da hora de pensar nessas questões!

Beijo,

Mica

Assunto do dia: banheiro do cachorro! Aprenda já a lidar com o xixi e o coco do cachorro para que a casa esteja sempre limpa e com um cheirinho agradável

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Educar o cão é como condicioná-lo a hábitos de organização: tem de começar desde cedo e
insistir até que o comportamento seja internalizado. E não há nada melhor do que fazê-lo se
acostumar ao tapete higiênico desde o primeiro dia, pois esse acessório é a opção mais eficaz
para evitar trabalheira extra ou acidentes desagradáveis – há produtinhos chamados de
atrativos caninos que ajudam nesta tarefa.

Por falar em tapete, saiba que você não precisa mais ficar refém dos descartáveis, que são
práticos, porém caros e nada ecológicos. Já existem modelos reutilizáveis bem bacanas
disponíveis nas prateleiras dos pet shops.

Seja qual for a sua opção, a troca ou a limpeza deve ser constante. “Cachorro não costuma
gostar de fazer suas necessidades em locais sujos. Desse modo, se a situação do tapetinho
estiver crítica, é natural que ele acabe procurando outro tapete para se aliviar”, alerta a
educadora canina Fernanda Mello.

Ah, lembra que num post anterior eu falei sobre a importância do passeio diário para reduzir o estresse do animal e aumentar a sua
imunidade? A prática também ajuda a diminuir o cheiro de fezes e urina na casa, uma vez que
os cães tendem a marcar seu território na rua (nem preciso dizer que pazinha e saco de lixo
são companheiros obrigatórios de caminhada, né?).

Cadê a sujeira que estava aqui?

Agora, se o caso é de emergência e você quer mesmo saber como limpar xixi ou coco feito fora
do lugar, esqueça a água sanitária, o vinagre e outras receitas improvisadas e opte por
produtos específicos para esse fim, que deixam qualquer outra solução no chinelo. São os
eliminadores – biológicos ou enzimáticos – de odores, feitos de microrganismos que
decompõem restos de fezes e urina. Ou seja, eles fazem os dejetos de-sa-pa-re-cem-rem de
verdade, minha gente! É mole ou quer mais?

Só atente às orientações da embalagem, pois existem versões liberadas para a aplicação em
tecidos e estofados e outras que deixam um pó residual e, portanto, vão bem apenas em áreas
externas e ambientes laváveis.

Beijos para você e pro seu amigão!

Beijos,

Mica ♥