Você sabe o que é uma casa acessível? O uso de uma cadeira de rodas pode exigir reforma e reorganização dos espaços

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Quem está planejando construir ou reformar tem a oportunidade de deixar a casa preparada
para quando a idade chegar ou para quando algum membro da família tiver de se locomover
em uma cadeira de rodas. Isso não é ficar pensando no pior, não, gente. É simplesmente
reconhecer que estamos vivendo mais e que um dia podemos não ter tanto domínio sobre
nosso corpo.

Nos anos 80, surgiu nos Estados Unidos o Desenho Universal, que reúne princípios para o
desenvolvimento de construções e produtos adequados ao uso de qualquer pessoa, seja ela
baixa, alta, anã, cadeirante, idosa, criança, adulta etc. Esse conceito está por trás da NBR 9050,
a norma brasileira de 2004 que trata sobre a acessibilidade a construções, mobiliários e
espaços em geral.

Condomínios, prédios de escritórios, repartições públicas e endereços comerciais são
obrigados a seguir a NBR 9050. Mas o mesmo não acontece comigo nem com você quando
contratamos um arquiteto para desenhar nossa casa. Porém, basta quebrar uma perna ou passar por uma crise aguda de dor na coluna para perceber o quanto é difícil subir aquele par de degraus até a porta de entrada, lavar a louça ou até mesmo tomar banho.

Por isso as casas acessíveis são tão legais – elas funcionam bem para todo mundo. Ou existe
alguma desvantagem em ter uma tomada a 40 cm do chão – altura apropriada para um
cadeirante – e não a 30 cm, como é padrão? É menos esforço e mais conforto para todos!

11 regrinhas básicas de acessibilidade

As 97 páginas da NBR 9050 trazem todo tipo de orientação para que um
ambiente, público ou privado, seja acessível a portadores de deficiência auditiva, visual ou de
locomoção. Aqui, eu separei umas poucas dicas para que um cadeirante tenha autonomia
dentro de casa. Para saber mais, consulte a norma.

  1. o vão das portas precisa medir 80 cm, no mínimo.
  2.  a largura mínima para o corredor é de 90 cm.
  3. o desnível entre a casa e a área externa não pode superar 0,5 cm.
  4. a porta do banheiro precisa abrir para fora.
  5. o desnível entre o piso da área do chuveiro e o restante do ambiente deve se limitar a
    1,5 cm.
  6.  no banheiro, é preferível cortina a boxe, para facilitar o acesso ao chuveiro e por causa
    da área de 1,20 x 1,50 m que a cadeira de rodas demanda para girar 180 graus.
  7. junto ao vaso sanitário, a parede lateral e a do fundo devem receber barras horizontais
    para apoio e transferência do cadeirante. O comprimento mínimo das peças é de 80
    cm e elas têm de estar a 75 cm do piso.
  8. a lavadora de roupas precisa ter abertura e comandos na frente.
  9. é preciso deixar um vão livre de no mínimo 73 cm entre o piso e o lado inferior de uma
    superfície de trabalho (a bancada da pia e a mesa de jantar, por exemplo). Já a altura
    do chão até o topo da superfície deve ficar entre 75 e 85 cm. Assim garante-se o
    encaixe da cadeira de rodas sob a bancada e o acesso a ela.
  10. enquanto as tomadas localizam-se na faixa entre 40 cm e 1 m do chão, interruptores e
    campainhas ficam entre 60 cm e 1 m.
  11. interfone, quadro de luz, comando de aquecedor e registro de pressão devem ser
    instalados entre 80 cm e 1 m do piso.

Observando as dificuldades por que passam as pessoas que têm a sua locomoção limitada,
vejo que já passou da hora de pensar nessas questões!

Beijo,

Mica

Assunto do dia: banheiro do cachorro! Aprenda já a lidar com o xixi e o coco do cachorro para que a casa esteja sempre limpa e com um cheirinho agradável

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Educar o cão é como condicioná-lo a hábitos de organização: tem de começar desde cedo e
insistir até que o comportamento seja internalizado. E não há nada melhor do que fazê-lo se
acostumar ao tapete higiênico desde o primeiro dia, pois esse acessório é a opção mais eficaz
para evitar trabalheira extra ou acidentes desagradáveis – há produtinhos chamados de
atrativos caninos que ajudam nesta tarefa.

Por falar em tapete, saiba que você não precisa mais ficar refém dos descartáveis, que são
práticos, porém caros e nada ecológicos. Já existem modelos reutilizáveis bem bacanas
disponíveis nas prateleiras dos pet shops.

Seja qual for a sua opção, a troca ou a limpeza deve ser constante. “Cachorro não costuma
gostar de fazer suas necessidades em locais sujos. Desse modo, se a situação do tapetinho
estiver crítica, é natural que ele acabe procurando outro tapete para se aliviar”, alerta a
educadora canina Fernanda Mello.

Ah, lembra que num post anterior eu falei sobre a importância do passeio diário para reduzir o estresse do animal e aumentar a sua
imunidade? A prática também ajuda a diminuir o cheiro de fezes e urina na casa, uma vez que
os cães tendem a marcar seu território na rua (nem preciso dizer que pazinha e saco de lixo
são companheiros obrigatórios de caminhada, né?).

Cadê a sujeira que estava aqui?

Agora, se o caso é de emergência e você quer mesmo saber como limpar xixi ou coco feito fora
do lugar, esqueça a água sanitária, o vinagre e outras receitas improvisadas e opte por
produtos específicos para esse fim, que deixam qualquer outra solução no chinelo. São os
eliminadores – biológicos ou enzimáticos – de odores, feitos de microrganismos que
decompõem restos de fezes e urina. Ou seja, eles fazem os dejetos de-sa-pa-re-cem-rem de
verdade, minha gente! É mole ou quer mais?

Só atente às orientações da embalagem, pois existem versões liberadas para a aplicação em
tecidos e estofados e outras que deixam um pó residual e, portanto, vão bem apenas em áreas
externas e ambientes laváveis.

Beijos para você e pro seu amigão!

Beijos,

Mica ♥

Cachorro e casa cheirosa combinam, sim! O segredo é entender um pouco de psicologia canina e apostar em soluções que limpam de verdade, em vez de apenas mascarar os odores

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Se você ama o seu cachorro, mas não quer saber do cheiro dele impregnado na casa, vem cá
que o papo é contigo. Só que eu já vou começar dando um spoiler: não existe fórmula mágica,
tá? Onde há animais de estimação, a limpeza tem mesmo de ser redobrada. Então, bora
encarar essa realidade do jeito mais prático e eficiente possível?

Psicologia canina

Você sabia que um cachorro com odor muito forte pode, na verdade, estar estressado ou com
a imunidade baixa? Um santo remédio nesses casos, segundo a educadora canina Fernanda
Mello, é o passeio diário. Isso mesmo: fazer atividades físicas e farejar novos ambientes todo
santo dia estão entre as necessidades básicas dos cães, sendo essenciais para que eles se
mantenham saudáveis e equilibrados.

Outro fator que pode aumentar o cheiro do animal é o excesso de banho, como me explicou a
Fernanda. A menos que exista alguma recomendação do veterinário, a frequência semanal é
um baita exagero, pois acaba retirando a proteção natural da pele e, consequentemente,
estimula a oleosidade e a produção mais veloz daquele cheirinho duro de aguentar. Claro que
tudo depende da raça, se o pelo é curto ou longo, se é verão ou inverno… Mas, em geral, um
banho a cada 15 ou 20 dias costuma estar de bom tamanho.

Rotina de faxina e organização

Aspirador de pó é item de primeira necessidade para quem tem cachorro – além de irritantes e
anti-higiênicos, os pelos espalhados pela casa são também causadores de mal cheiro. Esforce-
se para se livrar deles pelo menos a cada dois ou três dias e finalize passando no chão um pano
umedecido com água e álcool. Para uma limpeza vapt-vupt de sofás, tapetes e até mesmo
roupas, meu conselho é ter à mão um rolinho adesivo.

Também é fundamental definir locais adequados para o seu pet comer, dormir e fazer as
necessidades – mas você precisa se lembrar de mantê-los sempre nos trinques.

Clique aqui para conferir tudinho o que eu já expliquei sobre esse assunto.

Mistura caseira para tirar o cheiro

A casa está limpa e livre de pelos, mas o “perfume” do seu pet ainda paira no ar? Experimente
esta receita e depois me conte nos comentários o que achou. É barata, fácil de fazer e eficiente
de verdade para amenizar odores fortes (também funciona com mofo e cigarro, por exemplo).

Você vai precisar de:
• 1 litro de água
• 65 ml de álcool
• 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio
• 125 ml de vinagre de álcool
• 1 colher de sopa de amaciante de roupas

É só misturar os ingredientes na ordem acima, mexer bem, colocar em um borrifador e espalhar pelos ambientes sem medo de ser feliz. 😉

Beijos,

Mica <3

 

Por que não vale a pena combater cupins com receitas caseiras? Querosene, gasolina, óleo queimado... Esses produtos até matam os temíveis cupins – assim como um jato forte de água! –, mas não evitam novas infestações

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Talvez o cupim seja a pior praga urbana que conhecemos, pois destrói não apenas móveis, mas
também imóveis.

Ainda assim, a gente vive buscando soluções caseiras contra eles e chega a jurar de pés juntos
que aquela receita passada de geração em geração na família do amigo da vizinha funciona
que é uma beleza.

Funcionar, funciona, mas só num primeiro momento e no caso dos cupins de madeira seca
(aqueles que se instalam num móvel ou num livro, como expliquei num post anterior). Foi o
que me explicou o biólogo Francisco Andrade, diretor técnico da Tecnomad. “Querosene, óleo
queimado, óleo desengripante e gasolina possuem cheiro muito forte e composição tóxica
para os cupins, mas não apresentam o que chamamos de efeito residual”, afirma o
especialista. “Por isso não recomendo o uso de nenhum deles.”

Tá, mas do que se trata esse efeito residual que caracteriza os produtos vendidos como
cupinicidas?

“O princípio ativo desses produtos tem um efeito que age por semanas ou meses na peça
tratada, impedindo novas infestações”, explica Francisco.

O improviso sai caro

No caso dos agressivos cupins de solo, a adoção de receitas caseiras pode até piorar o
problema. É que, de acordo com o biólogo, as colônias subterrâneas – que reúnem de milhares
a milhões de cupins, literalmente! – podem estar num raio de até 100 metros do ponto
infestado, como a face de trás de um rodapé ou o fundo de um armário embutido.

Como os cupins subterrâneos agem na surdina, só percebemos o estrago quando a infestação
já está avançada. “Uma intervenção mal planejada ou com produtos sem eficácia comprovada
pode matar aqueles cupins que estão em contato direto com a peça tratada, mas não vai
atingir a maioria dos indivíduos da colônia”, afirma Francisco. “O resultado pode ser
desastroso, pois, estressados, os cupins remanescentes podem se espalhar para outras
estruturas não infestadas.”

Socorro, já pensou? Eu é que não quero correr esse risco! Agora que entendi o real tamanho
do problema, se suspeitar da presença de cupins subterrâneos em casa, já sei que devo
chamar uma empresa especializada para analisar a infestação e recomendar a solução mais
adequada.

E você deve fazer o mesmo. Mas, antes, saiba como identificar os cupins de
madeira seca e de solo lendo o post Cupins? Tô fora!, que publiquei recentemente – lá
eu também indico como combatê-los de modo eficiente.

Apesar de não gostar nada, nada dessa praga, adorei a aula!

Beijos,

Mica ♥