E se o gato fizer xixi no sofá ou nos livros? Descobrir o porquê do ato é importante, mas urgente mesmo é limpar o resíduo e impedir que o cheiro fique entranhado

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Um belo dia seu bichano lhe presenteia com um xixi fora do lugar. E aí? Quando isso acontece
em um piso frio, até que vai, mas se o alvo é um tapete, colchão ou estofado… Ai, ai, só quem
já experimentou o cheiro da urina do gato sabe o quanto ele é forte e persistente – culpa da
amônia presente em sua composição.

Como não adianta chorar sobre o xixi derramado, em vez de se desesperar, aja com eficiência.
O primeiro passo é colocar algumas folhas de papel toalha em cima da pocinha para absorver o
excesso. Não esfregue jamais! Isso só faz a urina se espalhar e penetrar mais fundo na trama.

O passo seguinte é limpar a mancha. Apesar de conhecer muitas receitas caseiras testadas por
donos de gatos – a maior parte delas à base de vinagre, bicarbonato de sódio e até água
oxigenada –, eu ainda acho que a situação pede uma solução mais certeira. E nada me parece
tão eficiente quando os eliminadores enzimáticos de odor, facilmente encontrados em
grandes pet shops (já falei sobre eles aqui). Esse tipo de produto não serve apenas para
mascarar o cheiro, mas para acabar com as substâncias que o provocam, já que sua fórmula
não possui nada além de microrganismos especialistas na decomposição de restos de fezes e
urina.

Agora, se quem levou aquele banho de xixi foi um livro, o bicarbonato pode ajudar muito.
Antes de qualquer coisa, recorra ao papel toalha para absorver o excesso de líquido. Em
seguida, coloque o livro dentro de um saquinho plástico com fecho hermético e polvilhe
bicarbonato em toda a área atingida. Feche a embalagem e deixe-a assim por alguns dias,
sacudindo-a de vez em quando a fim de espalhar bem o pó. Uma semana costuma ser
suficiente para reverter o estrago. 😉

Beijão,

Mica

 

5 grandes acertos na limpeza da cozinha Você já parou para pensar se a rotina que criou para deixar a cozinha em ordem é a mais eficiente? Chegou a hora de se questionar e melhorar o que for necessário!

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Às vezes, é preciso observar alguém limpando a cozinha – ou qualquer outro local – de uma
forma diferente da nossa para só então nos darmos conta de que nem todo mundo faz tudo
do mesmo jeito. E, aí, ou a gente aprende ou a gente ensina.

E é isso o que quero compartilhar. Tudo porque me lembrei de uma ocasião em que, passando
na casa de uma amiga justamente no dia da faxina, notei que a diarista dela iniciava a limpeza
pelo chão. Eu fiquei realmente surpresa porque, até então, tinha certeza de que todo mundo
começava igualzinho a mim, batendo cortinas e tirando o pó dos móveis – afinal, a poeira cai e
vai parar aonde? No piso, né? Então, se ele já foi limpo, é trabalho perdido e, depois, trabalho
dobrado. Expliquei isso pra moça e ela ficou toda contente por aprender algo novo.

Então hoje eu reuni esta e outras quatro regrinhas de ouro que valem para a casa inteira, mas
principalmente para o dia a dia da cozinha. Vamos lá!

1. Inicie a arrumação pela louça e deixe o chão para o fim

Se a sua cozinha tem bancada de refeições ou mesa, você já sabe como é: basta o café da
manhã para o piso ficar cheio de migalhas e respingos de líquidos, principalmente se houver
crianças em casa. De nada adianta correr para pegar a vassoura e o pano de chão pois, quando
você e a sua família tirarem a louça suja, outras sujeirinhas vão acabar caindo. Não importa se
você está dando um tapinha na cozinha ou limpando pra valer: o piso fica por último.

2. Use esponjas macias e panos de microfibra

O papel toalha é super conveniente: mal alguma coisa derrama, a gente arranca algumas
folhas do rolo, seca o que tiver de secar e joga aquele monte de papel molhado no lixo. Mas e
o desperdício, minha gente? Onde fica o discurso de sustentabilidade? No lixo, né, junto com a
maçaroca de folhas. Para a maioria das situações, esponjas macias e panos – principalmente
de microfibra, que não solta fiapos – são tão ou mais eficientes que o papel toalha, que deve
ser reservado para situações críticas, como a limpeza grossa de um fogão extremamente
engordurado.

3. Escolha produtos de limpeza adequados

Apesar de vários limpadores se apresentarem como multiuso, tome cuidado, pois eles podem
acabar danificando superfícies mais delicadas, como as de mármore e madeira. Os mármores
claros, por exemplo, são muito sensíveis e não gostam nem de substâncias ácidas, como
vinagre e limão, nem de detergentes coloridos – ambas as categorias oferecem risco de
manchas. Para uma limpeza eficiente e que não danifique nada, leia sempre os rótulos dos
produtos antes de utilizá-los.

4. Sujou, limpou na hora

Eu sei que às vezes a gente se atrasa e sai de casa deixando tudo de pernas para o ar. Mas isso
deve ser a exceção. Organizar-se significa se programar para cuidar da louça ao término de
cada refeição – mesmo que essa não seja a ‘sobremesa’ desejada após um longo jantar com os
amigos. No dia seguinte, quando acordar, você vai agradecer por encontrar a cozinha limpa e
nenhum rastro de insetos que adorariam ter se fartado nos pratos e copos sujos!

5. Higienize a esponja de cozinha

Você lava a esponja de louça com água e sabão? Não? Hum, pois saiba que poucas coisas
numa casa reúnem tantas bactérias e fungos quanto ela. Por isso, sempre que terminar de
lavar a louça, limpe o utensílio com água e sabão, enxágue bem até eliminar todos os resíduos
(de espuma, inclusive!) e então esprema a esponja para secá-la.

Mas esta é a limpeza básica: existe, ainda, a higienização, que deve ser feita toda noite (caso
você cozinhe diariamente) ou a cada três ou quatro dias. É assim: após a limpeza básica, ferva
a esponja em uma panela com água por 10 minutos. Outra opção é levá-la ao micro-ondas por
2 minutos em uma tigela com água. Usando luvas, aperte bem a esponja para retirar toda a
sua umidade e guarde-a em local seco e arejado.

Gostou das dicas? Você tem alguma outra regrinha de ouro válida para a limpeza da cozinha?
Me conta!

Beijos,

Mica

O banheiro ideal para os gatos Higiênicos como são, eles gostam de caixas de areia limpíssimas. Se fazem suas necessidades fora do lugar, algo não vai bem

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Eu já falei isso antes e agora vou mais fundo no assunto:
gatos não gostam de ver seu próprio banheiro sujo. Assim como nós damos descarga após usar
o vaso sanitário, eles costumam enterrar suas fezes. Então não adianta colocar uma camada
fininha de areia na caixa – ela precisa ter pelo menos uns 5 cm de altura.

Diferentemente dos cachorros, gatos não tendem a fazer suas necessidades por aí, pois usar a
areia é parte de seus hábitos instintivos. Portanto, se seu mascote estiver se aliviando onde
não deve, é sinal de que a caixa de areia deve estar suja ou de que ele está com algum
problema de saúde ou estresse: quanto mais inseguro o gato se sente, maior a chance de sair
marcando o território (veja como limpar aqui).

“O lugar onde fica a caixa de areia também influencia: se for de difícil acesso ou muito
barulhento, o gato pode rejeitá-la”, explica a educadora felina e canina Yoana Bustinza.
Também não é confortável para o bichano usar o banheiro perto de onde come ou bebe água
– compreensível, né?
Para prevenir-se do cheiro de urina espalhado pela casa, você pode investir naquelas caixas de
areia que são fechadas por uma porta basculante, parecendo uma casinha. Não são baratas,
mas realmente diminuem o odor no ar. Sem falar que esse é um item para comprar uma única
vez. Mas lembre-se de que a caixa precisa ser grande o suficiente para o seu pet poder dar
uma circuladinha dentro dela.

Enquanto há gatos que aceitam compartilhar o banheiro, outros exigem instalações exclusivas.
Se existirem vários animais na casa e eles se encaixarem no primeiro perfil, planeje no mínimo
uma caixa por dupla; no segundo caso, é melhor calcular até 1,5 caixa por bichano.
E dê atenção à qualidade da areia. Ela está disponível em vários tipos e quem tem gato há
bastante tempo sabe que o bichano às vezes pode não se acostumar a essa ou àquela, por
causa do tamanho do grãozinho. Salvo essa questão, o que de fato importa é que o produto
escolhido absorva bem a urina e transforme-a em torrões que são retirados com facilidade ao
menos uma vez por dia – as fezes pedem frequência igual.

Para amenizar o cheiro e formar torrões ainda mais firmes, tem gente que mistura à areia um
pouco de farinha de mandioca ou de bicarbonato de sódio – no segundo caso, todo cuidado é
pouco, porque uma dose elevada de bicarbonato pode ser tóxica para os gatos. Por isso eu
aconselho uma conversa com o veterinário antes de tomar qualquer decisão nesse sentido.
Ter um bichano e manter o banheiro dele em dia dá trabalho? Dá, e bastante. Mas só assim
para sua casa não ficar com cheiro de xixi de gato.

Beijos,

Mica

 

Casa em paz com os gatos! Sofá resistente a arranhões, caixa de areia sem cheiro e enfeites que não se espatifam são seus sonhos de consumo? Saiba como conquistá- los já

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Outro dia fiz um post especial para quem tem cachorro (clique aqui se você ainda não viu), e é
claro que não podia deixar de lado os apaixonados por gatos. Para essa turma, reuni dicas
valiosas para deixar a casa não apenas resistente aos felinos, mas, também, totalmente segura
para eles.

Sofá à prova de gato

Lidar com as garras afiadas dos bichanos é um desafio: deu bobeira, lá se foi um estofado
querido, não é mesmo? Agora, já pensou se o seu sofá pudesse se manter intacto por anos,
mesmo recebendo umas boas unhadas de vez em quando? Pois isso é possível se você apostar
em tecidos impermeáveis de trama bem fechada, como o Acquablock, da Karsten, e o Water
Block, da Döhler – ambos conquistaram fama como opções à prova de pets. É verdade que não
são muito macios, mas funcionam. Também já ouvi dizer que o suede costuma aguentar um
pouco mais que os tecidos tradicionais, mas não é tão garantido, ok?

Playground para felinos

“É essencial ter um arranhador por perto: ele vai ajudar seu sofá e outros móveis a ficarem
inteiros por mais tempo”, ressalta a educadora felina e canina Yoana Bustinza. Não meça
esforços para deixar o utensílio mais atraente para os bichanos: “Uma boa ideia é espalhar
catnip nele, a chamada ‘erva do gato’, que eles adoram”, completa.
Outros acessórios que fazem a alegria são os nichos e prateleiras instalados no alto das
paredes. Observar tudo de um lugar seguro e saltar é tão instintivo para um gato quanto afiar
suas unhas, portanto, nada mais justo do que garantir que ele possa seguir sua natureza.

Banheiro em dia com a limpeza

Outro problema comum é quando a caixa de areia funciona como um aromatizador de
ambiente, espalhando aquele cheiro fortíssimo de amônia pelo ar.
Para isso não acontecer, invista em areia de boa qualidade, que transforma a urina em torrões
firmes e de fácil remoção. E retire os torrões e as fezes ao menos uma vez por dia, já que os
gatos não suportam usar um banheiro sujo. Já a lavagem da caixa – com um detergente suave
e apropriado para gatos – pode ser feita a cada 15 dias, conforme o tipo de areia.

Questão de segurança

Para evitar que os bichanos derrubem objetos de decoração, você pode abrir mão de tê-los (os
objetos, não os gatos, lógico!) ou seguir essa dica mágica para evitar acidentes: prenda tudo
pela base com fita dupla face do tipo “fixa forte”. Com bastante jeitinho e o auxílio de um fio
de náilon, dá para remover a peça quando for preciso.

É preciso ter atenção, também, ao jardim e aos vasos colocados na área interna. Espada-de-
são-jorge, comigo-ninguém-pode, violeta, avenca, antúrio, copo-de-leite e azaleia são alguns
exemplos de plantas tóxicas para os bichanos. Sempre que pensar em levar uma nova
companheira verdinha para casa, investigue se, por acaso, ela não faz parte dessa lista.

Por último, mas não menos importante, se morar em apartamento, a regra é clara: instale
telas de proteção em absolutamente todas as janelas, mesmo em pequenas aberturas no alto
de banheiros. As telas precisam ser feitas de material de boa qualidade e, segundo a ONG
Adote um Gatinho, têm validade máxima de cinco anos. Para ter certeza de que não há folgas
na instalação nem trechos desgastados, vistorie-as de tempos em tempos.

Hummm… depois de escrever este post até me deu vontade de adotar um gatinho, sabia?

Beijão,

Mica