Ser mãe Aprender e ensinar são os verbos que compõem a maternidade, e gratidão é o sentimento mais forte que se leva.

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Esta foto mostra o momento exato do nascimento das minhas filhas, o momento em que me
tornei mãe. Quando nasce uma criança, nasce uma mãe, porque é com nossos filhos que
aprendemos a ser mães, sempre a partir dos exemplos que tivemos de nossas próprias mães.

Quando descobri que estava grávida de gêmeos, fiquei surpresa, maravilhada, mas ao mesmo
tempo com muito medo de não dar conta de me dividir para dar atenção suficiente a duas
crianças simultaneamente. O que eu aprendi é que sou muito melhor mãe de gêmeos do que o
seria se eu fosse mãe de um filho único. Acho que seria muito mais obcecada, possessiva,
perfeccionista.

Quando a gente tem dois bebês ao mesmo tempo, a gente aprende que nem sempre tudo será
perfeito. Que às vezes um bebê vai ter que ficar chorando enquanto a gente dá atenção ao
outro. Que às vezes a gente vai ter de escolher quem socorre primeiro.

A gente aprende a aceitar ajuda. Logo de cara, quando as pessoas chegavam em casa e
perguntavam se eu queria ajuda, eu dizia: “Sim, segura aqui um pouquinho enquanto eu tomo
banho, enquanto vou ao banheiro”. Aprender a receber ajuda, a pedir ajuda, é aprendizado
muito grande. Porque a gente é muito mais condicionada a ajudar os outros do que a receber
ajuda. E receber ajuda não é estar em dívida: é entender uma necessidade que a gente tem e
aceitar aquilo que a gente precisa naquele momento. Ser mãe de duas crianças me fez uma
pessoa mais preparada. Eu dependia muito de ajuda dos outros para sair de casa, para entrar
no carro, para levar ao pediatra… E isso foi me ensinando a aceitar ajuda com a mesma fluidez

e facilidade com que eu ofereço ajuda. Me tornei mais solidária, entendendo que algo que
parece simples para mim, pode ser uma grande dificuldade para o outro.

Um grande desafio da maternidade nos tempos de hoje é preparar nossos filhos para que eles
sejam independentes e saibam se defender. Então desde o início eu as ensino às minhas
meninas a perceberem as próprias necessidades, a perceberem se estão com frio, com fome,
se já comeram o suficiente antes de encherem o prato novamente. Elas precisam saber se
comunicar com o mundo, não só no ambiente virtual, mas também no olho no olho. Têm de
saber expressar os pensamentos delas, saber se colocar em uma situação sem ter a obrigação
de fazer o que os outros esperam que elas façam. Para ser independentes, elas têm de se
conhecer, se observar. Eu acho que isso prepara o ser humano para a vida, principalmente
hoje em dia. Nós somos tão influenciados, tão perturbados por tantos estímulos que
acabamos nos desconectando de nós mesmos. A gente não se escuta, não se olha.

Eu sou muito grata à minha mãe e ao meu pai pela educação que me deram, a educação
formal, acadêmica, mas também essa educação que ensinou a mim e à minha irmã a sermos
independentes, a nos cuidarmos e a irmos atrás de nossos desejos. E é assim que eu procuro
agir com as minhas meninas. Sei que é clichê, mas também é a mais pura verdade: a gente
compreende muito melhor os nossos pais depois que nos tornamos pais.

Também acho fundamental a gente saber valorizar cada conquista, para que as crianças
percebam que tudo tem um custo, para que elas entendam que a nossa ausência de casa se
reverte em outros benefícios para elas. A ideia é que elas tenham a gente tão dentro delas que
não sofram quando estamos longe. Nossos filhos precisam aprender a valorizar nosso
trabalho, precisam saber que morar nessa casa e não naquela, estudar nessa escola e não
naquela outra, viajar nas férias, custa parte do nosso tempo. E assim todos podemos valorizar
mais o tempo juntos, potencializar a qualidade dele.

Eu procuro mostrar para as minhas meninas o quanto o respeito ao próximo é essencial. E o
mundo está precisando muito disso, precisando de empatia, ou seja, que a gente tenha a
capacidade de se colocar no lugar do outro, de sentir a dor do outro e de não fazer com
ninguém aquilo que não queremos que façam com a gente. Claro que sozinha eu não vou
mudar o mundo, mas, se cada um for mudando a sua pequena célula, a maternidade oferece
uma grande possibilidade de transformação dos indivíduos que a gente está preparando para
o futuro.


Então eu sou muito grata por todos os ensinamentos que minhas filhas têm me dado todos os
dias, há oito anos, a começar por esse instante aqui retratado. Que eu possa aprender muito
mais e ser cada vez mais feliz com essa prática diária.

Feliz Dia das Mães! <3

Beijo enorme,

Mica <3

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Os segredos para cultivar temperos em casa Um guia para quem quer, enfim, realizar o sonho de ter plantas aromáticas frescas sempre à mão!

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Quando o assunto é minha horta de temperos, não consigo me decidir se gosto mais do aroma
e do sabor das ervas recém-colhidas ou da possibilidade de comer e servir para minha família
aquilo que eu mesma cultivei. Mas de uma coisa eu tenho certeza: quem curte cozinhar e
cuidar de plantas e ainda não montou sua própria hortinha está perdendo tempo.
Eu garanto que colocar essa ideia em prática é mais simples do que parece. Tudo o que você
precisa é conhecer alguns segredinhos de quem tem dedo verde, como a engenheira
agrônoma Aline Zoia e a paisagista Viviane Moreno, da Hortelar, que compartilharam comigo
as boas dicas reunidas neste post. Vamos a elas?

Onde? O primeiro passo é definir um endereço suficientemente ensolarado para receber os
vasos. De modo geral, os temperos precisam de pelo menos quatro horas de sol por dia, mas
claro que eles não são todos iguais. Alguns vão maravilhosamente bem com esse mínimo (caso
da salsinha e da hortelã), enquanto outros exigem um banho de sol mais demorado (como o
manjericão, o alecrim, o orégano, o tomilho, o endro e a cebolinha).

Juntar ou separar? Uma estratégia comum para driblar a falta de espaço é cultivar mais de um
tipo de tempero no mesmo vaso ou floreira. Tudo bem, desde que as espécies escolhidas sejam companheiras e não antagonistas. Se no primeiro caso uma até ajuda a outra a se
desenvolver melhor, no segundo, elas vão competir por espaço, luz, água e nutrientes.
Um erro muito comum, por exemplo, é unir salsa e cebolinha, mas saiba que o famoso cheiro-
verde só combina mesmo é na panela: quando plantadas juntas, essas ervas não são nem um
pouco parceiras. Aliás, salsa e hortelã não se dão bem com nenhuma outra espécie, são as
antissociais da horta e preferem espaços exclusivos.

Casamentos felizes. Algumas combinações que dão super certo são: alecrim, sálvia e tomilho;
manjericão e alfavaca; e manjericão, alecrim e orégano (com o orégano sempre em uma das
pontas para que não seja sombreado).
No caso do manjericão e do alecrim, vale um alerta em relação ao vaso: ele precisa ter pelo
menos 30 cm de altura para que as raízes se aprofundem e as ervas se desenvolva bem,
sozinhas ou em grupo. Nessas condições, o manjericão pode atingir até 80 cm de altura!

A base certa. O preparo do solo não tem erro: a receita ideal para a Aline e a Viviane leva 1/3
de substrato, 1/3 de areia ou vermiculita para garantir uma maior aeração e 1/3 de composto
orgânico ou húmus. Ah! Vale lembrar que o vaso precisa contar com um ou mais furos para a
drenagem e, antes de receber o substrato, deve ter o fundo forrado com argila expandida.
Se o vaso for pequeno, com menos de 15 centímetros de altura, provavelmente não haverá
espaço para tantas camadas. Aí a dica é substituir a areia ou vermiculita por manta de
drenagem.

Animou-se para cultivar suas próprias ervas? Então veja no próximo post mais dicas para
cuidar bem delas!

 

Beijos,

Mica <3

Receitas da Vovó: Pudim de Claras E quem é que não gosta de um docinho?

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Minha mãe querida, Graça Góes, foi quem reuniu as receitas no Caderno de Receitas da Vovó Risoleta. E é claro que ela também contribuiu com algumas delícias. Hoje, nós vamos aprender a fazer um pudim de claras: aquela receita rápida, fácil e muito gostosa. Ideal para receber a família toda no final de semana! <3

Ingredientes

10 claras;
20 colheres de açúcar;
1 colher de chá de fermento;
1 colher de sopa de manteiga;
1 colher de chá de suco de limão;

Modo de Fazer

  1. Bata na batedeira as claras, juntando o açúcar até ficarem duras; (Tem Dica da Vovó aqui para o ponto certo das claras);
  2. Acrescente o a manteiga, o suco de limão e, por último o fermento;
  3. Acomode em colheradas em uma forma caramelizada, leve ao forno em banho maria até ficar firme.
  4. A calda fica a sua escolha, podendo ser caramelizada ou do doce de sua preferência.

E tá pronto! Não esquece de postar uma foto da sua receita e marcar com a #receitasdavoleleta ♥

Beijos,
Mica e Vovó ♥

Quais os comprovantes de pagamento devo guardar? Você paga suas contas direitinho, mas não presta muita atenção nos documentos de quitação? Hum... é melhor você ler este post!

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Organizar as contas em uma planilha (como ensinei aqui) e pagá-las infelizmente não é o
bastante: é preciso ter provas de que você está em dia com despesas e impostos. Daí os
comprovantes de pagamento: eles são a sua garantia caso haja alguma divergência a respeito
da quitação de uma fatura. Por isso, todos eles devem ser guardados. Durante quanto tempo?

Bom, pelo menos até o que a lei chama de prazo de prescrição da dívida. Em bom português,
trata-se da data limite para que uma empresa conteste um pagamento.
Na maioria dos casos, esse prazo é de cinco anos. Isso vale para os serviços contínuos (como
água, luz, gás, telefone, instituições de ensino e cartão de crédito) e para os tributos (Imposto
de Renda, IPTU, IPVA etc.). Já no que diz respeito a aluguel, condomínio, plano de saúde e
seguro, os comprovantes devem ser mantidos enquanto o contrato estiver valendo e também
durante um tempo depois, que pode ser um ano (seguro), três anos (aluguel), cinco anos
(plano de saúde) ou dez anos (condomínio).

Vale lembrar que, de uns tempos para cá, os prestadores dos tais serviços contínuos são
obrigados por lei a fornecer uma declaração anual de quitação de contas, a qual substitui os
comprovantes dos 12 meses. Ela é sempre enviada no mês de maio e se refere ao ano
anterior.
Para guardar toda essa papelada, eu recomendo as pastas sanfonadas – aquelas com várias
divisórias –, que permitem separar os documentos por tipo, mês e ano. Outra solução bacana está nos fichários com envelopes plásticos. Se preferir pastas menores, opte por cores variadas
para facilitar a identificação dos assuntos.

E, como já mencionei em outros posts, esse tipo de arquivo, que é consultado com pouca
frequência, não precisa se deitar em berço esplêndido na sua estante: mantenha-o nas
prateleiras menos acessíveis e ele estará suficientemente bem guardado!

Beijos,

Mica <3

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