O guia prático dos congelados – nível avançado Enfim chegamos à reta final: quem dominar esses truques e segredinhos incríveis já pode tirar o diploma de expert em congelamento!

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Já aprendemos o bê-á-bá da comida congelada, além dos macetes para deixar tudo
bem embalado e o freezer sempre em ordem. Sabe o que eu quero compartilhar com
você neste post para fechar o nosso guia? Dicas bem específicas que fazem toda a
diferença na hora de congelar ou descongelar determinados alimentos. Eu penei
bastante antes de descobrir algumas delas, por isso assino embaixo e garanto: essas
valem ouro, minha gente.

• Temperos

Salsinha e cebolinha podem morar no congelador sem dramas, disso todo mundo
sabe. Mas você curte aquela história de ficar raspando o bloco empedrado com o
garfo ou a colher? Pois eu não acho nada prático. Minha sugestão é fazer como na
foto acima: acrescente um pouco de água às ervas picadas, pré-congele na forminha
de gelo e, depois, transfira os cubos para sacos plásticos.
Seguindo o mesmo passo a passo, também dá para fazer cubinhos aromáticos de
azeite ou manteiga com ramos de alecrim, sálvia ou tomilho. Somente manjericão e
hortelã não aceitam essa tática.

• Ovo

Congelar o ovo inteiro não pode (a não ser que você goste de casca estourada e muita
meleca hehe), mas clara e gema podem ir ao freezer numa boa. Para usá-las juntas
ou apenas a gema, a receita é uma só: mexa ligeiramente com um garfo e acrescente

uma pitada de sal ou açúcar antes de congelar – a ideia é evitar que a gema fique
granulada. Se a clara estiver sozinha, congele ao natural.

• Arroz

Quem nunca se decepcionou ao descongelar comida? Comigo isso sempre acontecia
com o arroz. Por mais que os manuais dissessem que os grãos cozidos podem ser
levados ao freezer, o resultado final não me satisfazia.
E dá-lhe testes até descobrir que o arroz congelado perfeito tem dois segredos. O
primeiro é mandar ver em uma embalagem que não deixe quase nada de ar, como um
saco plástico bem apertado. O segundo é descongelar o arroz no micro-ondas,
colocando por cima duas ou três pedras de gelo e uma folha de papel toalha
umedecido. Em geral, cinco minutos são suficientes, mexendo na metade do tempo.

• Leite

Ao descongelar o leite, já me aconteceu de a gordura separar inteirinha. Arrisquei
bater no liquidificador para ver se misturava e… adivinha? Deu super certo! 🙂

• Pão

Congelar pão não tem nenhum mistério – e o francês fica crocante por fora e macio
por dentro, sim. Ele, a baguete e o ciabata, por exemplo, ficam ótimos quando a gente
tira do congelador, espirra água por cima e coloca no forno aquecido.
Outro truque, para quem prefere descongelar o pão antes de aquecê-lo é deixá-lo por
10 minutos em temperatura ambiente ou aquecer por 30 segundinhos no micro-ondas
em potência média. Depois disso é só levar ao forno elétrico ou a gás pré-aquecido,
por 2 ou 3 minutos.

Ah, também dá para congelar a massa crua: basta adicionar 1/3 a mais de fermento
do que a quantidade pedida na receita.

• Vinho

Para terminar, uma dica que eu considero de utilidade pública. Sobrou vinho?
Abasteça a santa forminha de gelo com a bebida e, mais tarde, transfira os cubos para
um saco plástico. Da próxima vez que uma receita pedir um pouco de vinho, você não
vai precisar abrir uma garrafa só para cozinhar. E, claro, se isso acontecer antes de
você ter esse estoque, é só inverter a ordem: use a quantidade necessária e congele o
resto.

E então, pessoal, depois de todas essas lições para deixar a cozinha mais prática,
saudável e livre de desperdícios, será que ainda há preconceito com comida
congelada que resista? Espero que não, hein!

Beijos geladinhos,

Mica ♥

Receita da Vovó: Cocada de Forno Chegou o inverno e com ele aquelas delicias gostosas e quentinhas ♥

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Quem é que não lembra das cocadas das festas, tenho certeza que marcou a infância de muitas pessoas, inclusive a minha!

E essa receita em especial é de minha mãe, Graça Góes, vocês tem alguma dúvida que eu amo? Ela tá lá no  Caderno de Receitas da Vovó Risoleta.

Vamos a receita?

Ingredientes

2 ovos inteiros;

2 xícaras de açúcar;

1 coco grande descascado e ralado (rale pela parte de fora);

2 colheres de sopa de manteiga;

2 colheres de sopa de queijo ralado;

Modo de Fazer

  1. Misture todos os ingredientes com as maos;
  2. Unte o refratário e leve ao forno até dourar;
  3. Depois de 30 min está prontinho!

Super fácil, hein?!

Beijos,

 

Mica e Vovó ♥

O guia prático dos congelados – nível básico Deixe que digam, que pensem, que falem... saber aproveitar os benefícios do congelamento de alimentos é uma das melhores coisas que você pode fazer pela sua cozinha e pela sua saúde!

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Já ouvi dizer que comida congelada é sinônimo de comida sem afeto. Hum, será
mesmo? Outra ideia comum: a de que, depois de uma temporada no freezer, os
alimentos ficam menos nutritivos, sem sabor e com a textura esquisita.

Olha, vamos por partes, como diria Jack. Para começar, eu diria que uma
prática que ajuda a evitar o desperdício de alimentos e a ter comida caseira no
prato todos os dias (mesmo nos mais corridos) transborda afeto, na verdade.

Quanto à perda de nutrientes, ela existe e fica em torno de 10% a 15%. Eu,
particularmente, acho que, se não dá para cozinhar diariamente, vale a pena
abrir mão dessa quantidade de vitaminas para ganhar os benefícios que listei
acima.

Agora, sobre a alteração no sabor e na textura dos alimentos, a questão é que
não basta ir enfiando tudo no freezer de qualquer jeito. Existem regrinhas que
fazem toda a diferença na hora de congelar e descongelar diferentes alimentos.
Vamos conferir as essenciais? Com elas, já dá para fazer um bom proveito do
congelador.

• Alguns itens ficam com a textura tão diferente da original depois de
descongelados que realmente não vale a pena. Eis os principais: batata cozida,
ovo cozido e ovo cru na casca, clara em neve, chantilly, maionese, iogurte,
cremes à base de amido de milho, creme de leite, gelatina, frituras e vegetais que
se deseja consumir in natura (isso vale para frutas, salada etc.).

• Por falar em vegetais, em geral eles pedem um cuidado extra, chamado de
branqueamento. Não é nada de outro mundo: é só lavar, picar, escaldar em
fervura por 2 a 3 minutos, passar na água gelada e secar bem antes do
congelamento.Uma dica para preservar a cor original dos legumes é acrescentar, na água da
fervura, uma pitada de sal se eles forem verdes ou amarelos, ou uma colherinha
de vinagre se forem brancos ou vermelhos.

Como a lista dos vegetais que precisam passar pelo branqueamento é imensa –
incluindo abobrinha, beterraba, batata, berinjela, brócolis, espinafre… –, fica
mais fácil listar aqui aqueles que não precisam: couve, pimentão, ervilha e
mandioca.

• Não compre polpa! Frutas picadas congeladas podem virar um belo suco
natural a qualquer hora.

• No caso de aves, peixes, leite e laticínios em geral, o descongelamento deve ser
o mais lento possível, ou seja, dentro do refrigerador. Ah, vale a pena saber: com
exceção da ricota e do queijo fresco – que se congelados só poderão ser usados
posteriormente em misturas –, os demais estão liberados para o freezer,
incluindo o queijo ralado.

• O ideal é consumir o alimento até 24 horas depois do descongelá-lo, portanto,
congele sempre em porções pequenas.

Nos próximos posts vamos avançar para os níveis intermediário e avançado,
combinado?

Beijos,

Mica ♥

Vasos de ervas: manutenção é tudo! Saiba como nutrir sua hortinha para sempre dispor de temperos frescos!

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Definitivamente, não dá para montar os vasinhos de ervas e só se lembrar deles na hora de
colher um tempero para acrescentar à panela. Mas isso está longe de significar muito tempo
gasto na função de jardineiro.
No dia a dia, o mais importante é garantir a insolação mínima (falei sobre isso no post
anterior) e aguar somente quando for necessário, como aprendi com a engenheira agrônoma
Aline Zoia e com a paisagista Viviane Moreno, da Hortelar.

Quando molhar:

Segundo as especialistas, a frequência de rega depende de tantas variáveis –
incluindo as particularidades da espécie e as condições climáticas do dia –, que o melhor é
sempre se valer da tática do toque: coloque um dedo na terra para verificar se ela está seca ou
úmida e só adicione água no primeiro caso, de preferência pela manhã.

A adubação: 

A frequência de adubação é um tema pra lá de controverso: enquanto alguns
mandam fazer isso a cada a cada 15 dias, outros falam que é de quatro em quatro meses.
“Gente, que orientação eu sigo?”, perguntei à Aline e à Viviane. E elas me recomendaram a
adubação mensal, feita com adubo orgânico, como torta de mamona (100g/m²), farinha de
osso (150 a 200g/m²) ou cinza de madeira (200 a 500g/m²).

Podar é colher:

A poda é, com certeza, a melhor parte quando o assunto é horta, pois ela irá
abastecer nossas cozinhas. Mas evite a colheita completa, uma vez que a graça de ter
temperos ao alcance das mãos é poder apanhá-los de pouco em pouco, justamente quando a
gente precisa deles.

Tempo de vida:

 Só não esqueça que, mesmo com todo o cuidado do mundo, nem todas as
ervas para tempero perduram. Em relação ao seu tempo de vida, elas podem ser divididas em
três grupos. As perenes, como a hortelã e o orégano, duram anos e anos. Já as espécies anuais
– a exemplo do coentro e do endro – nascem, florescem, frutificam e morrem em apenas um
ano. E ainda existem as bienais, que completam seu ciclo em dois anos – caso do manjericão.
Agora que você conhece os cuidados que uma hortinha demanda, coloque-os em prática e
nunca mais dirá que seu manjericão ou tomilho morreu depois de uma semana.

Beijos,

Mica <3