Quarto de bebê: a organização depende dos mínimos detalhes

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Quanto menor o quartinho, maior atenção merecem a profundidade do armário, a largura das gavetas, o tamanho da poltrona…

Foto: Luís Gomes (divulgação)

Começo com uma pergunta: você sabe porque as gavetas superiores desta cômoda são menores que as de baixo? Sim? Não? Ok, eu conto. Primeiro, cabe lembrar que a cômoda não apenas guarda o enxoval do bebê, como serve de apoio na hora de vesti-lo. E se, nesse momento, tiver faltado separar uma calça ou um body? Caso a gaveta seja estreita, a mãe pode abri-la sem precisar afastar o corpo do trocador. Ou seja, ela continua mantendo a segurança do bebê. Mas se for larga…

Pois é, foi em detalhes assim que a arquiteta Ana Yoshida pensou ao projetar o dormitório que ilustra este post. E você, mãe de primeira viagem, precisará usar o mesmo tipo de raciocínio. Se o ambiente for tão pequeno quanto este, então… 

Aqui, as paredes maiores medem 2,83 m e as menores, 1,92 m. Mas coube tudo o que é necessário: uma cama baixinha (a mãe não quis berço), estante para brinquedos, cômoda, armário, poltrona de amamentação e banquinho lateral. 

Foto: Luís Gomes (divulgação)

Para garantir um corredor de circulação, os móveis grandes foram encostados nas paredes mais longas. Mesmo assim, foi preciso mandar fazer o mobiliário sob medida, reduzindo o que era possível. Vamos ver item por item?

Cama com casinha

O colchão segue o padrão americano para berço e a estrutura da cama ultrapassa pouco as dimensões dele. No total, o conjunto mede 1,63 x 0,85 m.

Guarda-roupa

Foto: Luís Gomes (divulgação)

Já que não era possível mexer na largura da cama, a arquiteta mexeu na profundidade do armário: são 38 cm de espaço interno (44 cm incluindo fundo e portas). “A medida foi calculada de acordo com o cabide infantil [30 cm], que pode ser usado até os 6 ou 7 anos da criança”, me contou a Ana. Dessa forma, sobraram 63 cm para a circulação. 

Em vez de duas portas de 50 cm de largura, a arquiteta previu três de 33 cm. Assim, quando abertas, elas consomem menos área de circulação, não atrapalhando a passagem.

As portas refletem a organização do interior do armário. Enquanto uma delas dispõe somente de prateleiras – ideais para guardar roupas que ainda estão grandes para o bebê, além de malinhas e outros itens volumosos, as outras duas servem ao dia a dia. Por isso oferecem araras em duas alturas e prateleiras para sapatinhos.

Cômoda-trocador

A profundidade de 50 cm é mais ou menos padrão. “Não podíamos mexer nessa medida por causa da segurança e do conforto do bebê e da mãe”, explica a arquiteta. A largura ficou em 90 cm. 

As gavetas superiores, pequenas, concentram fraldas e roupinhas como bodies, meias e pijamas. As de baixo, maiores, comportam roupa de cama e mantas.

Estante

Foto: Luís Gomes (divulgação)

Ela tem 23 cm de profundidade, mas só ocupa 15 cm do quarto. Hum, como assim? Não entendeu?! Eu conto: a parede de drywall (8 cm) que separa o dormitório da sala foi interrompida no trecho onde fica a estante. Dessa forma, o fundo do próprio móvel atua como divisória. 

Versáteis, os nichos de diferentes dimensões expõem mimos de tamanhos variados. Só uma coisa não varia: os brinquedos que já divertem a criança devem ficar na parte mais baixa, acessíveis a ela. 

Poltrona de amamentação e banco de apoio

Foram escolhidos modelos compactos, adequados à distância entre a estante e a cômoda. Quando se tornarem desnecessários, eles deixarão o quarto, e essa área juntinho dos brinquedos será toda para o bebê. 

E aí? Aprendeu como montar um quarto de bebê bonito e funcional? Saiba mais sobre o universo do bebê na casa clicando aqui aquiaqui

Até o próximo post!

Beijo

10 formas de organizar as xícaras

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Você prefere mantê-las dentro do armário, expostas na parede ou sobre um móvel? Veja as ideias – bonitas e funcionais – que selecionei

É uma questão de gosto e também de hábito. Estou falando sobre guardar xícaras e canecas dentro do armário ou deixá-las ao alcance dos olhos. Quem tem pavor de poeira e gordura nem pisca antes de escolher a primeira solução. Já aqueles que enxergam nesses utensílios um jeito de dar um toque pessoal na decoração não ligam se precisarem passar uma água na peça antes de usá-la. Ok, nenhum problema com nenhuma dessas opções.

Problema é não organizar direito xícaras, xicrinhas e xicronas e vê-las se quebrando. Na falta de espaço para colocar uma ao lado da outra, eu recomendo pendurá-las – dentro ou fora do armário, tanto faz. Importante, mesmo, é garantir acesso fácil às peças, de modo que uma não caia enquanto você tenta alcançar a outra. E aqui também vale aquela regrinha de deixar mais à mão os exemplares usados com mais frequência.

Agora chega de blablablá e vamos às ideias fofas que separei . A primeira foto foi produzida para o meu próprio livro!

1. Dois tipos de suporte, dois jeitos de organizar

Notou como o espaço praticamente duplicou dentro do armário de louças? Em vez de dispor uma xicrinha de café ao lado da outra, as pendurei pelas asas em um suporte com ganchinhos.

As xícaras de chá e as canecas eu dispus em suportes que são encaixados na prateleira de cima. Deixar a boca virada para baixo tem duas vantagens: aumenta a área de apoio e evita que o pó se deposite dentro dos utensílios.

2. Acessórios adaptados dentro e fora do armário

Como vocês sabem, adoro dar novos usos a velhos objetos. Por isso acho interessante transformar um escorredor de louças em organizador. No modelo da foto – charmoso demais, né? –, a parte superior fica reservada a xícaras de café e tigelinhas. Abaixo do armário, um cabideiro que seria perfeito para panos de prato deixa à mão meia dúzia de canequinhas.

3. Enfeite de parede

Quando vi esta foto, me lembrei daqueles descansos de panela de antigamente, aqueles modelos metálicos sanfonados. Lembra? Mas, na verdade, a peça vermelha é bem mais fácil de se obter, pois trata-se de um simples cabideiro de parede. Só que ele ficou uma graça pintado com uma cor forte, ideal para pendurar xícaras com carinha retrô.

4. Veneziana de madeira vira prateleira

Quem diria que uma pequena veneziana de armário ou janela daria um ótimo suporte? Fixada na parede por duas mãos-francesas, a peça recebeu ganchinhos para as xícaras, enquanto os vãos entre as palhetas sustentam os pires. Para ver fotos da transformação, clique aqui.

5. Coleção à mostra

Em vez de quadros, as prateleiras do tipo canaleta exibem canecas e xícaras – nada mais simples e eficiente!

6. Cantinho do café

Atenção, apaixonados por café: onde ficam suas cafeteiras, moedores, filtros, xícaras etc? Uma boa ideia é reunir toda a parafernália sobre um aparador e na parede acima dele, como na foto. As prateleiras dão conta de xícaras e canecas de variados tamanhos.

7. Parede divertida

Quem estiver a fim de dar uma cara jovial para a cozinha ou a copa pode cobrir uma parede inteira com placas do tipo pegboard e pintá-las como na foto. Aí é só espalhar os ganchos e pendurar o que quiser – canecas e xícaras inclusive.

8. Era uma vez um caixote…

Esta ideia é sob medida para quem gosta de colocar a mão na massa. Basta desmanchar um caixote de feira e então pregar três ou quatro réguas entre si, formando uma tábua. Amenize o aspecto rústico lixando o suporte e aplicando verniz ou seladora. Por fim, prenda os ganchinhos deixando espaço suficiente para as xícaras.

9. Mania de colecionar


Prateleiras com nichos funcionam muito bem para expor miudezas – e também para deixar à vista canecas e xícaras. Podem ser só decorativas ou não.

10. On the road

Se você não vai até o café, ele pode ir até você! É só usar um carrinho para organizar as máquinas, cápsulas, adoçante, açúcar e, claro, as xícaras para servir a bebida. Aqui, elas ficam em uma bandeja, viradas de cabeça para baixo. Linda ideia para a casa e para o escritório.

Bora dar um jeito nas xícaras?!
Beijo Mica <3

Rime fios e cabos com organização!

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Chega de ficar procurando o fio disso, o cabo daquilo: eu te mostro jeitos fáceis de acabar com esse nó

Eu admito que é uma chatice esse negócio de organizar fios. Às vezes eles parecem ser todos iguais. Além disso, tenho a impressão de que dão cria – e talvez deem mesmo porque, quando a gente não encontra em casa o cabo necessário, acaba comprando outro. Aí, num belo dia o original reaparece e ficamos com dois iguaizinhos.

Nada melhor, então, do que identificar cada fio e cada cabo assim que eles saem da embalagem. E não precisa de muita coisa para isso: na pior das hipóteses (ou seja, a menos caprichosa), basta um pedaço de fita crepe. Escreva na fita a função do fio e cole-a no dito-cujo.

Você resolve dois problemas, dessa forma. Por um lado, quando precisar de um cabo que quase não utiliza, conseguirá encontrá-lo facilmente entre os demais. Por outro, se for um fio de uso frequente – como o do laptop, da impressora e do celular –, daqueles que ficam sempre plugados em um filtro de linha para vários equipamentos, logo você o identificará entre os outros. Assim não correrá o risco de tirar da tomada o dispositivo errado.

Como eu adoro organizar tudo com capricho, na minha casa eu não só utilizo vários acessórios para conduzir o caminho dos fios, como marco a extremidade de cada cabo com umas presilhas identificadoras.

Mas há outras formas igualmente charmosas de identificar os fios. Prendedores de madeira são uma delas.

Outra opção está nos clips robustos (foto abaixo) que podem ser presos no tampo da bancada de trabalho: tenha um para cada equipamento. E registre o nome, bem bonitinho.

Para os fios e cabos que você só usa de vez em quando, eu recomendo reuni-los em um único lugar, mas subdividindo-os por tipo ou dispositivo. Mostro três ideias eficientes a seguir.

Na primeira delas, a identificação do fio que vai em cada bolso da sapateira é realizada por foto – nada mais fácil!

E não é que uma caixa de sapatos também resolve o problema? Porém, desde que dividida internamente, com casulos para cada cabo e etiqueta explicando o que é o quê.

A proposta abaixo – que utiliza um gaveteiro plástico – é para quem possui muitos equipamentos e prefere guardar carregadores, baterias e cartões de memória junto com os cabos. Funcional até para uma empresa produtora de vídeos, por exemplo.

Ah, a vida fica bem mais fácil quando a gente organiza as coisas que incomodam!

Beijo Mica <3

5 itens para não deixar no banheiro ou dentro do boxe

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Os remédios encabeçam a lista, mas outros produtos também sofrem com a variação de temperatura e a umidade do banho

Pode parecer irônico, mas nem tudo o que a gente usa no banheiro deve ser guardado no banheiro – ou, na melhor das hipóteses, na área do boxe. O principal culpado por essa discrepância é o chuveiro, ou melhor, o vapor que ele joga no ar. A umidade coloca em risco de medicamentos a lâminas de barbear e contribui, ainda, para que bactérias e fungos se proliferem em buchas, toalhas etc. Se o banheiro for mal ventilado então…

  1. Remédios
    Nada prejudica mais a integridade dos medicamentos do que a umidade, o calor e a luz direta. Isso explica porque nem o banheiro, nem a cozinha são lugar de guardar esses produtos. O melhor é mantê-los em uma caixa dentro do guarda-roupa ou em um móvel fechado da sala. Para outras dicas sobre a organização de remédios na casa, confira este post.
  2. Esponjas e escovas de banho
    Elas limpam e esfoliam a pele. Como consequência, ficam repletas de sujeira e de células mortas. Some-se a elas a umidade e você terá uma colônia de bactérias crescendo firme e forte dentro do boxe. Quer evitar o problema, mas não abre mão de buchas, esponjas ou escovas? Então lave muito bem esses acessórios após cada banho, seque-os completamente e pendure-os em um ambiente arejado (como a lavanderia) até o próximo uso.
  3. Toalhas
    É um conforto abrir o gabinete sob a pia e encontrar toalhas limpas. Porém, só guarde-as no banheiro se ele for muito ventilado. Do contrário, elas podem absorver a umidade que fica no ar. Quanto às toalhas em uso, pendure-as no varal para que sequem completamente antes do próximo banho.
  4. Lâminas de barbear
    O risco é que elas enferrujem, razão pela qual o estoque de lâminas deve ser mantido na despensa ou no guarda-roupa, por exemplo. “Mas o que eu faço com a lâmina que estou usando, Micaela?” Meu conselho é secá-la após cada uso e guardá-la em um potinho sobre a pia ou dentro do gabinete.
  5. Escovas de dente
    Quem higieniza os dentes durante o banho muitas vezes acaba deixando a escova ali mesmo, junto do chuveiro. Péssima escolha. Assim como as esponjas e buchas, a escova de dente por si só já acumula micro-organismos, situação que só piora quando permanece em contato com o vapor. Como não existe unanimidade entre os dentistas sobre conservar o utensílio dentro ou fora do gabinete, fique com as recomendações comuns a todos: nunca deixe sua escova molhada e guarde-a fora do boxe, na posição vertical, com as cerdas para cima. Saiba mais sobre a higiene de escovas de dente neste post.

Sempre é hora de mudar hábitos, não? Então, vamos lá!
Beijo Mica <3