Como higienizar frutas e legumes Aprenda a remover sujeirinhas, desinfetar e reduzir a quantidade de agrotóxicos na casca dos vegetais que come

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Pessoal, hoje eu quero bater um papo sério sobre limpeza… de frutas e legumes!

Afinal, se a gente faz de tudo para deixar a cozinha limpa e organizada, não dá para descuidar justamente quando o assunto é aquilo que a gente come, certo?

Eu adoraria lavar frutas e legumes assim que chego da feira ou do supermercado, como faço com a salada, mas descobri que esse ato de higiene acaba sendo prejudicial à qualidade do alimento. Dá para acreditar? Como eu mesma fiquei muito surpresa, resolvi escrever um post exclusivamente sobre a questão: se você ainda não o viu, clique aqui  e entenda tudo direitinho.

Foto: Monzenmachi/iStock

De qualquer forma, lavando com antecedência ou apenas na hora do consumo (conforme o vegetal), há um passo a passo a seguir.

Limpeza em água corrente

Se houver talos e outras partes não comestíveis, assim como pedaços machucados ou apodrecidos, retire-os sem dó nem piedade! Sabia que eles são a porta de entrada para mais bactérias e fungos?

Nessa lavagem inicial, use uma escovinha para esfregar os tubérculos – como as batatas – e os legumes e frutas que serão consumidos crus.

Vale lembrar que todos – T-O-D-O-S, viu? – os vegetais e frutas devem passar pela limpeza em água corrente, até aqueles que serão comidos sem a casca, como laranja e melancia. É que, com a faca ou mesmo com as mãos, a gente pode acabar levando para a polpa sujeiras que estão do lado de fora.

Lenda x ciência

Reza a lenda que a imersão em uma mistura de água e bicarbonato de sódio reduziria a concentração de pesticidas nos alimentos. Porém, segundo a nutricionista Viviani Fontana, conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região SP/MS, não existe evidência científica dessa ação. “Se há agrotóxico, ele está em todo o alimento e na lavagem não conseguimos retirá-lo”, explicou-me. E, se é para diminuir a quantidade só na casca, a lavagem cuidadosa – como eu ensino aqui – já faz isso, sendo o bicarbonato desnecessário.

Adeus, micro-organismos!

A última fase da higienização, que vale também para os orgânicos, pede que frutas e legumes fiquem imersos por 10 a 15 minutos em um produto para desinfecção de alimentos. Pode ser a água sanitária – desde que o rótulo informe que aquela marca específica pode ser usada para esse fim – ou algum outro produto à base de hipoclorito de sódio (que é o princípio ativo da água sanitária), de acordo com o Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Se escolher a água sanitária, a concentração recomendada é de uma colher de sopa para cada litro de água. No caso dos outros produtos, siga as orientações do rótulo.  

Enxágue final

Depois dessas etapas, abra a torneira sobre os alimentos e permita que a água corrente leve embora os últimos resquícios de bactericida e micro-organismos.

Papel toalha para enxugar

Nada de deixar os vegetais molhados – a não ser que vá colocá-los na panela imediatamente. Seque-os muito bem com papel toalha, principalmente se for guardá-los por um ou dois dias.

Lição dada é lição aprendida, hein?!

Beijos,
Mica ♥

Você sabe porque só deve lavar a maior parte dos vegetais na hora de consumi-los? Eu te explico tudo o que aprendi com uma nutricionista e ainda conto quais são as exceções.

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Até pouco tempo atrás, eu chegava das compras e já deixava todas as frutas e os legumes limpinhos e arrumados na geladeira, como faço com a salada. Mas, ao ler uma ou outra reportagem aconselhando transferir essa tarefa somente para o momento do consumo, fui aos especialistas para saber o porquê da recomendação. E aprendi com a nutricionista Viviani Fontana o seguinte: ao molhar frutas e legumes, a gente retira a proteção natural que eles têm. Enquanto alguns ficam úmidos – por mais que a gente os seque –, outros até absorvem a água, e em ambos os casos isto acelera a deterioração causada pela formação de fungos.

Foto: Samael334/iStock

Mas, poxa, na correria do dia a dia é difícil lavar tudo apenas na hora de comer, né? Quem é que faz uma criança aguardar a higienização de uma fruta enquanto a bolacha de chocolate está tão à mão? A doutora Viviani concorda e por isso deu algumas dicas bem práticas:

– Uva, pera, melancia, laranja, mexerica, melão, berinjela, vagem e abóbora:

Esses itens têm a superfície de casca mais firme e resistente – sua proteção natural. Podem ser lavados, enxugados cuidadosamente e mantidos em temperatura ambiente. Após cortados, devem ser mantidos em geladeira por até 2 dias.

– Maçãs e peras:

Se lavar, maçãs e peras, seque-as bem com papel toalha e coloque-as em uma fruteira separada. “Se forem para a geladeira, primeiro elas roubarão umidade do ar e depois perderão líquido, ficando franzidas e sem gosto”, explica a nutricionista.

-Frutas para consumir durante o dia:

Se quiser deixar algumas frutas prontas para o consumo no dia, é só lavar, descascar, cortar e acondicionar em potinhos – sem a tampa. E então vem o pulo do gato, segundo a doutora Viviani: “Cubra os potes com filme plástico e faça furinhos nele – pode usar um garfo – antes de levar as embalagens ao refrigerador. Os furinhos vão permitir que o ar frio circule e que a fruta não fique abafada, retardando o processo de deterioração”.

-Morangos, figos, pêssegos e abobrinhas:

Vegetais moles, leves e com a casca fininha parecem esponjas, de tanta água que  chupam. Por isso a sua lavagem deve ficar para a hora do consumo. É o caso de morango, figo, pêssego e abobrinha. “No caso do morango, duas a três horas após a lavagem ele já está mole e mais suscetível a fungos deteriorantes”, exemplifica a especialista.

“Mas, Mica, se eu puser um monte de alimentos sujos dentro da geladeira eles não irão contaminar os outros?” Pois é, eu também tinha essa preocupação, mas aí a doutora Viviani me tranquilizou, lembrando que, se os vegetais não lavados forem acondicionados na gaveta inferior da geladeira – justamente o lugar mais indicado, por causa da temperatura menos fria –, eles ficarão isolados daquilo que está pronto para ser devorado.

E ela ainda deu uma dica para tratar itens como os brócolis, que costumam vir cheios de folhas: “Antes de guardá-lo no gavetão, abra o maço sobre a pia e sacuda-o bem, deixando cair as sujeirinhas e insetos que eventualmente tenham aderido nas folhas”.

Olha, confesso que meu mundo caiu depois dessas descobertas. Mas já estou me esforçando para controlar o meu TOC e seguir as orientações. Afinal, é pelo bem da saúde da minha família!

Beijos,
Mica ♥

Suco verde para as plantas Saiba como aproveitar as sobras de verduras e frutas para fertilizar seu jardim

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Uma das dicas para cuidar do jardim durante o outono, é usar um fertilizante caseiro, chamado de suco verde para plantas. E quando uma ideia é útil, econômica, sustentável e, ainda por cima, fácil de fazer, eu simplesmente me derreto por ela! Foi assim com essa receita de fertilizante líquido caseiro que aprendi com o arquiteto paisagista Rulian Nociti. É só bater no liquidificador, com um pouco de água, restos de verduras e frutas que acabariam indo para o lixo e depois utilizar esse suco na rega de vasos e canteiros.

Ingredientes e modo de preparo

A lista de possíveis ingredientes é extensa: vale usar cascas de legumes (como cenoura, beterraba, abóbora…) e de frutas (exceto as cítricas), bem como qualquer talo ou sobra de verdura (a exemplo de alface, agrião, escarola…). Ou seja, dá para aproveitar o que estiver à mão e fazer infinitas combinações.

O preparo? Também não tem erro! É só acrescentar, para cada copo de restos vegetais, três ou quatro copos de água (de preferência sem cloro), bater tudo no liquidificador e coar em seguida.

Foto: Fernanda Hermanson/iStock

Dicas de ouro

  • O segredo é fazer um suco bem ralo e não uma mistura pastosa. Se ficar com mais cara de papa do que de suco, é sinal de há muita matéria orgânica. E o grande problema disso, eu aprendi, é que essa matéria orgânica fatalmente vai entrar em decomposição nas plantas, podendo até matá-las, diz o Rulian. “Isso acontece porque, nesse processo, a temperatura se eleva e o ambiente fica propício ao surgimento de fungos, bactérias e outros bichinhos indesejados”, explica o especialista;
  • Uma casca de banana funciona super bem, mas três cascas de banana, por exemplo, já costumam deixar a mistura com a textura grossa demais. O mesmo acontece com a casca da melancia, que deve ser usada com moderação;
  • Às vezes, o suco fica mais verde, às vezes mais amarelo… Tudo vai depender dos vegetais incluídos. Quanto mais forte for a cor do líquido, mais nutrientes ele contém. A sugestão é aplicar uma receita bem concentrada apenas uma vez por mês ou usar uma fórmula mais diluída de 15 em 15 dias. Em qualquer dos casos, se houver sobra do suco, jogue-a fora.

Atenção aos agrotóxicos

Caso a ideia seja fertilizar espécies ornamentais, não é preciso se preocupar com os agrotóxicos presentes nos vegetais. Agora, se o objetivo for adubar uma hortinha orgânica, não se esqueça de fazer o suco verde somente com ingredientes também orgânicos, tá?

Espero que você aproveite esta receita tanto quanto eu!

Beijos,
Mica ♥

Como cuidar do jardim no outono Nossa principal tarefa é ajudar as plantas a se preparem para o período de economia de energia que as aguarda

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O outuno vem chegando aí e, em busca de orientações práticas para cuidar das minhas amadas plantas do jardim nessa estação, descobri o arquiteto paisagista Rulian Nociti e suas dicas sobre rega, poda, adubação… Informações pra lá de úteis que compartilho com vocês.

Mas sabe o que eu achei mais incrível? É o jeito de pensar a mudança das estações e, consequentemente, de se relacionar com o jardim em cada época do ano. E já que estamos falando de jardim e plantas, veja aqui um guia prático de como fazer as flores naturais durarem mais!

Explico. A gente ouve muito que na temporada outono/inverno as plantas sofrem, pois têm de enfrentar temperaturas baixas, falta de umidade etc. Mas basta mudar a perspectiva para enxergar de outra forma: esse é o intervalo em que elas podem, finalmente, descansar.

É a chamada fase de dormência, aquele respiro necessário para poupar e recuperar as energias a fim de que seja possível florescer e crescer novamente quando a primavera chegar. Essa é a chave, gente: para as plantas, não existe período difícil, pois todos os períodos fazem parte de seu ciclo natural.

Sendo a virada do verão para o outono justamente o início daquela etapa mais introspectiva, de resguardo, o melhor a fazer é fornecer boas condições para que os exemplares do seu jardim não gastem energia à toa. Quer ver como é simples aplicar essa filosofia na prática?

Foto: Sasapanchenko/iStock  821771650

Rega

As chuvas que costumam ser abundantes no fim do verão logo darão lugar a uma época mais seca. Isso não significa que é obrigatório aumentar a rega. “Cada espécie acumula e pede água de um jeito muito particular”, lembra Rulian. Por isso, a melhor tática, a qualquer tempo, é tocar suavemente o solo com as pontas dos dedos e verificar se ele está úmido. Regue, sem exagerar na dose, somente quando sentir a terra seca.

Poda e limpeza

Nada de cortes exagerados! Na chegada do período de dormência, a poda serve para ajudar as plantas a direcionarem sua energia para o lugar certo. Corte os galhos e os ramos secos, retire as folhas amareladas… enfim, facilite a vida da plantinha, dando uma força para que ela se livre daquelas partes que já não querem ou não precisam mais viver – mas que ainda estão ali consumindo nutrientes desnecessariamente. Aproveite também para limpar o solo, retirando folhas e outros detritos orgânicos que podem favorecer o aparecimento de pragas.

Adubação

Se as plantas estão querendo ficar quietinhas, não precisam de um super energético justo agora, né? A dica bacana do Rulian é adubá-las apenas com um suco verde (veja a receitinha no post da próxima semana) uma vez ao mês. “Assim, seus canteiros e vasos vão ficar fortalecidos na medida certa, podendo aproveitar ao máximo o descanso”, ele explica.

Agora, mãos à terra e boa jardinagem!

Beijos,
Mica ♥