Alguém falou em traça? Esses insetos que surgem dentro de guarda-roupas e em paredes incomodam muita gente – mas têm solução!

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Vira e mexe, as dúvidas sobre traças ressurgem por aqui ou em meio aos comentários nas
minhas redes sociais, o que significa que essas pragas, infelizmente, são um problema comum.
Por isso hoje quero falar sobre as traças que têm nas roupas seu alvo predileto, bem como as
que aparecem no teto ou nas paredes de áreas úmidas.

É o mesmo bichinho sempre? “Existem vários insetos chamados popularmente de traça, mas
que são de espécies distintas e têm hábitos diferentes. Há as traças que atacam roupas, as que
atacam livros e as que atacam grãos e produtos armazenados”, enumera Francisco José
Zorzenon, pesquisador do Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e
Abastecimento do Estado de São Paulo.

A traça-das-roupas é parente próxima da traça-das-paredes – ou seja, elas pertencem à
mesma família (chamada tineídeos) e são bem parecidas. “São pequenas mariposas de cor
palha. Em algumas espécies, as lagartas (fase jovem do inseto) tecem um pequeno estojo
achatado e em formato de elipse, conhecido como casinha de traça. Dentro desse invólucro
protetor, a lagarta se desenvolve alimentando-se de materiais como tecidos, estofamentos,
cabelos caídos no chão e fungos presentes em paredes”, explica Zorzenon.

O que atrai esses insetos?

Assim como nos outros casos que já abordei, não existe tática melhor do que impedir a
infestação. “As pragas urbanas necessitam dos 4 As: acesso, abrigo, alimento e água. Com as

traças, não é diferente. O acesso geralmente é fornecido pelos próprios moradores, que
trazem itens infestados para dentro de casa”, observa o pesquisador.

Lembra que falei dos grãos e farináceos que podem vir do supermercado já cheios de ovinhos
de insetos? Foi no post sobre os carunchos e traças que investem contra a despensa.

Para que isso não aconteça, é preciso inspecionar regularmente as roupas em busca das traças
– em suas formas de mariposa ou de lagarta – e dos sinais deixados por elas, como os
famigerados buracos irregulares no tecido. As peças afetadas devem ser colocadas em sacos
plásticos bem fechados e deixadas no freezer por alguns dias, mesmo procedimento
recomendado quando um livro se torna vítima das comilonas, como ensinei num post a
respeito das traças-dos-livros.

Apesar de o congelamento ser fatal para esses insetos, essa técnica só funciona se o ataque
estiver restrito a um ou outro item, pois do contrário não haverá espaço no freezer que dê
conta do volume.

Caso a praga já tenha se instalado, a má notícia é que não há receita caseira que o pesquisador
do Instituto Biológico recomende para combatê-la. “Em infestações muito severas, inseticidas
aplicados por uma empresa especializada no controle de pragas são certamente a opção mais
viável”, afirma.

Prevenir, prevenir, prevenir

E é claro que você também deve cortar os outros 3 As que o biólogo mencionou (abrigo,
alimento e água), mantendo o armário arejado, limpo e livre de umidade. Uma dica é usar um
desumidificador , que você mesmo pode fazer. Também vale não deixar a roupa suja acumular, já
que as traças preferem tecidos impregnados de suor, devido à maior quantidade de sais
minerais. No que se refere às paredes e ao teto, tudo se resume a fazer a limpeza correta e, combater o surgimento
do mofo .

Então, gente, o negócio é ficar de olho nesses bichinhos e ser mais rápido que eles!

Beijos,

Mica ♥

 

Acabe com as manchas nos eletrodomésticos pretos ou de inox Um dos segredos é não deixar nenhum resquício do produto de limpeza

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De tanto ver as pessoas se queixando nas minhas redes sociais de manchas em fogões e outros
eletrodomésticos pretos, achei que era hora de investigar essa questão mais a fundo. Então fui
conferir o que dizem os fabricantes desses equipamentos, que tipo de orientação eles dão.

E descobri que as manchas nos eletros pretos e também nos de inox – outro material sobre o
qual vivem me pedindo dicas – têm a mesma origem. “Geralmente, o que deixa manchas no
inox e no acabamento preto são resíduos de produtos usados na limpeza”, aponta Susana
Vieira, da Mueller.

Logo, a forma de preveni-las também é uma só, limpando corretamente com esponja macia ou
pano, mais água e sabão ou detergente neutro. O segredo é enxaguar (com pano úmido) e
secar direitinho (com pano limpo e totalmente seco), removendo qualquer resquício de sabão
ou água. Na secagem, prefira os panos de microfibra, que não soltam fiapos.

E como é que a gente faz para tirar manchas existentes, Susana?

“Para removê-las, pode-se utilizar uma esponja macia umedecida com vinagre branco.”

E as digitais que ficam marcadas mal a gente encosta as pontas dos dedos nos aparelhos? São
eliminadas do mesmo jeito, ensina a especialista, com vinagre.

Outra dica é limpar o eletro a cada vez que ele for utilizado, impedindo o acúmulo de sujeira e
resíduos.

Itens abrasivos, como o lado verde da esponja e raspadores metálicos, além de produtos à
base de cloro e soda, podem riscar, manchar ou oxidar os componentes do eletrodoméstico e,
portanto, devem ser postos de lado a todo custo.

“Também é importante lembrar que a limpeza de fogões, cooktops e fornos precisa ser feita
quando eles estão frios ou mornos, para evitar a quebra dos vidros devido a choque térmico”,
aponta Susana. E, é claro, o plugue deve estar fora da tomada, a fim de prevenir acidentes.

Viu só? Não é tão difícil manter o fogão preto ou a geladeira de inox sempre bonitos!

Beijos,

Mica ♥

Cupins? Tô fora! Esses insetos não pagam aluguel para morar na sua casa, não é mesmo? Então dê uma ordem de despejo para eles

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Se você já ouviu dizer que os siriris (ou aleluias) que ficam voando ao redor de lâmpadas em
noites quentes são cupins, então ouviu uma informação correta. Quando as revoadas
acontecem, macho e fêmea se encontram e vão em busca de um local escondido onde possam
formar uma nova colônia. Esse local escondido pode ser uma fresta na parede ou uma borda
machucada de móvel.

E é quando a gente limpa e organiza os ambientes que tem mais chance de descobrir se a casa
está sendo atacada pelos temidos cupins. Eles agem na sombra, é verdade, mas deixam sinais
bem claros de sua presença. Se a gente prestar atenção nesses sinais e tomar providências
logo, esses insetos provavelmente não causarão todos aqueles prejuízos que várias pessoas
relatam.

9707-2778

Em primeiro lugar, saiba que há dois tipos de cupins, que pertencem a espécies e famílias
diferentes e têm hábitos distintos.
O cupim de solo, também conhecido como subterrâneo, faz seu ninho embaixo da terra, em
locais úmidos, formando colônias com milhões de indivíduos. É o que provoca mais estragos,
pois danifica paredes e instalações elétricas e hidráulicas enquanto procura os materiais de
que se alimenta, ou seja, madeira e papel.
Já o cupim de madeira, como o nome indica, ataca exclusivamente madeira e papel com
pouca umidade. Ele se instala no próprio móvel e em outros itens, em grupos menos
numerosos.

Como diferenciá-los?

Simples: basta observar o rastro que os insetos deixam. “Se aparecerem túbulos [pequenos
túneis] terrosos em paredes, fundos de armário, rodapés, batentes de portas e de janelas,
telhado etc, trata-se de infestação de cupins de solo”, explica Francisco José Zorzenon,
pesquisador do Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do
Estado de São Paulo.

Foto: Reprodução do blog Como Acabar com os Cupins
Legenda: Túneis em itens de madeira e paredes revelam a presença de cupins de solo.

“Mas se você encontrar um material granuloso, um pó [grossinho] semelhante a areia, em
peças de madeira, móveis ou livros, é infestação causada por cupins de madeira”, continua o
especialista. Sabe o que são esses grãozinhos? Fezes de cupim. 🙁

Foto: Lisatop/iStock

Legenda: O pó grosso junto ao batente da porta, ao assoalho e ao pé de um móvel indica o ataque de cupins de
madeira.

Como é feito o combate?

Nesse segundo caso, a boa notícia é que você pode se livrar da praga com aqueles produtos de
uso específico contra cupins facilmente encontrados em home centers e lojas de material de
construção. Lembre-se de manuseá-los com cautela, usar luvas e máscaras de proteção,
manter o ambiente ventilado e seguir à risca as recomendações do fabricante.

Agora, se o seu inquilino indesejado for o cupim de solo, a saída é recorrer a dedetizadoras
especializadas, as únicas autorizadas a utilizar produtos que têm eficiência comprovada contra
esse tipo de inseto subterrâneo. Segundo Zorzenon, existem duas formas de combate: por
meio de iscas ou de tratamento químico.

“As iscas possuem um ingrediente que afeta apenas os insetos, sendo menos agressivas ao
meio ambiente e à saúde. São muito eficientes, porém, têm ação mais lenta e restrita a apenas
algumas espécies”, diz ele.

“O tratamento químico, por sua vez, consiste na criação de uma barreira perimetral com uma
série de substâncias seguras, só que mais tóxicas em comparação às iscas”, explica Zorzenon.

Antes que você saia por aí xingando os cupins do planeta, o pesquisador lembra que nem
todos causam danos. “Existem aproximadamente 3 mil espécies identificadas no mundo,
sendo que 10% delas vivem no Brasil. Dessas, apenas algumas são consideradas pragas
urbanas. As demais são importantes agentes decompositores, além de servirem de alimento a
uma série de animais na cadeia alimentar de nosso ecossistema”, observa Francisco.

Viu só? Até esses bichinhos têm seu papel. Mas, ok, tá liberado amaldiçoar aqueles que são
pragas!

Beijos,

Mica ♥

5 formas de usar a escova de dente velha na faxina Ela faz maravilhas na limpeza de cantinhos difíceis e até de utensílios de cozinha

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Todo dentista ensina que a cada três meses a gente deve trocar as escovas de dente. E eu faço
isso religiosamente. Mas não é porque elas não servem mais para usar na boca que devem ir
diretamente para o lixo! Aqui em casa, elas se transformam em ótimos acessórios de limpeza,
mas não sem antes ser muito bem higienizadas.

Para isso, lave as escovas com detergente e água morna e, em seguida, faça a desinfecção
seguindo a dica que eu dei aqui um tempo atrás: deixe-as de molho por 15 minutos em uma
solução de água sanitária bem diluída. Pode pingar umas 10 gotas do produto em 500 ml de
água. Depois enxague bastante para eliminar os resíduos da água sanitária e as escovas
estarão prontas para limpar uma série de coisas, como explico daqui a pouco.
Mas, antes disso, eu preciso dar três avisos muito importantes:

Fica a dica 1: Nunca use a mesma escova para diferentes funções: a
escovinha que ajuda na lavagem da louça é só para lavar louça, por exemplo. Se for preciso,
identifique cada uma com uma etiqueta e não as guarde no mesmo local.

Fica a dica 2: Sempre que terminar de usar as escovas de dente na limpeza
da casa, lave-as e desinfete-as. Depois é só secar.

Fica a dica 3: Quando estiver na hora de jogar fora a escova, descarte-a junto
com outros itens plásticos recicláveis.

O que e como limpar

Ralinhos, base das torneiras e bocal dos chuveiros – nos banheiros

Vai dizer que após a faxina nunca sobra um pouquinho de limo no ralo da pia ou no encontro
da torneira com ela? Pois teste esfregar esses cantinhos ingratos com a escova e você verá
como não há sujeira que resista! Faça isso primeiro só com um pouquinho de água e, depois,
acrescente uma gotinha de detergente ou desinfetante. No final, seque.
Já o bocal dos chuveiros, que tende a acumular sedimentos contidos na água, deve ser
removido e deixado de molho em vinagre diluído em água morna (partes iguais). Após alguns
minutos, passe a escova nos furinhos para desentupi-los.

Descascadores, raladores e saleiros – acessórios de cozinha

Descascar batata e ralar cenoura é fácil – difícil é deixar as ferramentas para isso 100% limpas
depois! Esses utensílios têm reentrâncias que a esponja não alcança de jeito nenhum, mas a
escova de dente sim. Por isso tenha sempre uma delas na pia da cozinha, pronta para agir em
parceria com o detergente para louça. Ela também será de grande valia na hora de limpar os
furinhos de saleiros e pimenteiros.

Trilhos de boxes e de outras portas de vidro deslizantes

Para que essas ferragens não juntem mofo e sujeira, tome o cuidado de limpá-las muito bem
uma vez por semana (boxe do chuveiro) ou a cada 15 dias (demais situações). Uma forma
eficiente de higienizá-las é aplicando uma mistura de álcool (1 colher de sopa), bicarbonato de
sódio (2 colheres de sopa), vinagre (1 xícara) e água morna (1 xícara). Deixe-a agir por uns 10
minutos para que o lodo saia mais facilmente quando você passar a escova de dente. Enxague
e seque.

Rejunte de azulejos e pisos cerâmicos

Vinagre branco e escova de dente formam a dupla dinâmica contra rejuntes encardidos e
mofados! A dica é umedecer o rejunte com vinagre branco (de álcool ou de uva) por 10 a 15
minutos e então passar a escova sem fazer força. Realizar o serviço por partes tem suas
vantagens, já que o vinagre nunca deve secar sobre o rejunte: se isso acontecer, aí será muito
difícil removê-lo. Para finalizar, limpe a superfície com pano úmido e, se o cheiro de vinagre
ainda estiver forte, acrescente um pouquinho de desinfetante ao pano.

Escovas de cabelo e pentes

Pentes nem são tão difíceis assim de lavar, mas escovas de cabelo… Não basta retirar os fios
que ficam retidos entre as cerdas, pois elas permanecem meio engorduradas. O dia em que
percebi que bastava esfregar as cerdas e a estrutura da escova com uma escovinha de dente e
detergente neutro, foi uma alegria! E agora faço o mesmo com os pentes. Aí é só enxaguar e
secar.

Depois me conta se as dicas funcionaram a contento!

Beijos,

Mica