O guia prático dos congelados – nível básico Deixe que digam, que pensem, que falem... saber aproveitar os benefícios do congelamento de alimentos é uma das melhores coisas que você pode fazer pela sua cozinha e pela sua saúde!

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Já ouvi dizer que comida congelada é sinônimo de comida sem afeto. Hum, será
mesmo? Outra ideia comum: a de que, depois de uma temporada no freezer, os
alimentos ficam menos nutritivos, sem sabor e com a textura esquisita.

Olha, vamos por partes, como diria Jack. Para começar, eu diria que uma
prática que ajuda a evitar o desperdício de alimentos e a ter comida caseira no
prato todos os dias (mesmo nos mais corridos) transborda afeto, na verdade.

Quanto à perda de nutrientes, ela existe e fica em torno de 10% a 15%. Eu,
particularmente, acho que, se não dá para cozinhar diariamente, vale a pena
abrir mão dessa quantidade de vitaminas para ganhar os benefícios que listei
acima.

Agora, sobre a alteração no sabor e na textura dos alimentos, a questão é que
não basta ir enfiando tudo no freezer de qualquer jeito. Existem regrinhas que
fazem toda a diferença na hora de congelar e descongelar diferentes alimentos.
Vamos conferir as essenciais? Com elas, já dá para fazer um bom proveito do
congelador.

• Alguns itens ficam com a textura tão diferente da original depois de
descongelados que realmente não vale a pena. Eis os principais: batata cozida,
ovo cozido e ovo cru na casca, clara em neve, chantilly, maionese, iogurte,
cremes à base de amido de milho, creme de leite, gelatina, frituras e vegetais que
se deseja consumir in natura (isso vale para frutas, salada etc.).

• Por falar em vegetais, em geral eles pedem um cuidado extra, chamado de
branqueamento. Não é nada de outro mundo: é só lavar, picar, escaldar em
fervura por 2 a 3 minutos, passar na água gelada e secar bem antes do
congelamento.Uma dica para preservar a cor original dos legumes é acrescentar, na água da
fervura, uma pitada de sal se eles forem verdes ou amarelos, ou uma colherinha
de vinagre se forem brancos ou vermelhos.

Como a lista dos vegetais que precisam passar pelo branqueamento é imensa –
incluindo abobrinha, beterraba, batata, berinjela, brócolis, espinafre… –, fica
mais fácil listar aqui aqueles que não precisam: couve, pimentão, ervilha e
mandioca.

• Não compre polpa! Frutas picadas congeladas podem virar um belo suco
natural a qualquer hora.

• No caso de aves, peixes, leite e laticínios em geral, o descongelamento deve ser
o mais lento possível, ou seja, dentro do refrigerador. Ah, vale a pena saber: com
exceção da ricota e do queijo fresco – que se congelados só poderão ser usados
posteriormente em misturas –, os demais estão liberados para o freezer,
incluindo o queijo ralado.

• O ideal é consumir o alimento até 24 horas depois do descongelá-lo, portanto,
congele sempre em porções pequenas.

Nos próximos posts vamos avançar para os níveis intermediário e avançado,
combinado?

Beijos,

Mica ♥

Como limpar as paredes pintadas? Esqueça as soluções mirabolantes encontradas na internet e siga as orientações do fabricante da tinta. Não sabe qual é ela? Então adote a limpeza básica

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Gente, essa é uma das situações em que não existe truque, apenas uma regra
simples, que muitas vezes é menosprezada: observar as recomendações do
fabricante. Afinal, cada tinta passa por uma série de testes, e ninguém melhor
que a própria empresa para dizer como usá-la e, inclusive, cuidar de sua
manutenção depois de aplicada. Se as instruções não estiverem claras no
rótulo ou no site, não hesite em entrar em contato com o serviço de
atendimento da marca.

Para facilitar a vida e ajudar quem não sabe qual tinta foi empregada nas
paredes, posso contar que a orientação geral é igualmente básica: usar
esponja macia ou pano umedecido e um pouco de detergente neutro (e sem
corante). Aí, vai ter gente dizendo que fez exatamente isso e a parede
manchou. Pode acontecer, sim, mas é muito provável que se tenha exagerado
na força. Não pode, gente: tem que passar a esponja com movimentos suaves,
uma vez que, além do produto errado, o excesso de atrito também pode
desbotar a cor ou até remover parcialmente a pintura.

Isso vale para a maioria das tintas, não somente para as chamadas laváveis –
seu diferencial é que são hidrorrepelentes, ou seja, repelem água e outros
líquidos, o que é uma mão na roda na hora de tirar manchas de molho ou
bebida, por exemplo.

Ah, após a lavagem, deixe a superfície secar bem antes de encostar um móvel
ali.

Alguns acabamentos são mais amigos da faxina
“O acetinado e o semibrilho apresentam maior resistência que o fosco”,
observa Argemiro Sanches, gerente de Trade Marketing das Tintas Eucatex.
Mesmo nesses casos, ele reforça que os materiais indicados continuam sendo
um pouquinho de água e detergente neutro. E acrescenta que não se deve
usar o lado áspero da esponja, novamente com a ideia de reduzir a fricção.

O que fazer com superfícies texturizadas?

A limpeza delas naturalmente já produz mais atrito, então, antes de mais nada,
o ideal é passar delicadamente uma escova ou vassoura de cerdas macias na
parede para retirar o pó ou qualquer outra sujeirinha sólida. Só então se parte
para a água e o detergente.

O tipo de parede determina o modo de limpar?

Tijolo, bloco de concreto, bloco cerâmico, drywall… O material que forma a
parede não tem tanta influência sobre o método de higienização, mesmo que
seja o drywall, uma placa de gesso acartonado. Segundo a Placo, fabricante
desse tipo de produto, ele não requer cuidados específicos quanto à limpeza.
Basta não jogar água diretamente na superfície, cuidado que as paredes
convencionais também merecem.

Restou alguma dúvida? Pois fica a dica do início do post: entre em contato com
o S.A.C. do fabricante. Mais vale perder uns minutinhos escrevendo um e-mail
ou fazendo um telefonema do que ter dor de cabeça depois, não é?

Beijos,

Mica ♥

 

 

Como eliminar insetos dos livros? Encontrou sinais de traças ou outros insetos nos seus exemplares? Descubra como resolver o problema!

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Você já viu aqui os cuidados que deve dispensar a seus livros a fim de que eles tenham vida
longa. Mas e se tiver bobeado na manutenção e de repente perceber furos irregulares nas
páginas de um exemplar qualquer? É bem provável que ele tenha sido atacado pela traça-dos-
livros (ou traça-do-papel), como é mais conhecido esse inseto prateado que mede de 10 a 15
mm e adora locais escuros e úmidos. Sabe o que mais a traça gosta de comer? A cola das
encadernações.

E se, ao contrário de furos e cantinhos corroídos, você se deparar com um túnel que alcança
toda a espessura do livro e montinhos de grânulos de cor bege? Ih, tá com cara de que cupins
estão se esbaldando por ali. Já os buraquinhos redondos são obra de pequenos besouros,
como as brocas, que deixam um rastro de pó fino. E, juro que eu não queria falar de uma praga
ainda mais nojenta, mas mordidinhas nas capas, nas páginas internas e até em sobrecapas de
couro podem indicar que baratas são frequentadoras da sua biblioteca, argh! Para completar o
leque dos chamados insetos bibliófagos (sim, a categoria foi até batizada!), ainda há os
piolhos-de-livros, que se alimentam dos fungos presentes no papel e dos restos dos outros
insetos.

É, que ninguém ache que a vida dos livros é moleza…

Minha gente, ao ataque!

Agora que você deve estar quase morrendo de nojo, que tal aprender a combater os inimigos?
Caso perceba uma infestação grande, chame uma dedetizadora imediatamente. Mas se você já
olhou toda a sua coleção e percebeu que só um ou outro livro caiu no gosto dos insetos, então
não precisará de ajuda para resolver o problema. Sabe como? Congelando os exemplares
afetados!

Vários estudos científicos já demonstraram que a maioria dos insetos – em todas as suas fases
– curte um calorzinho, vivendo confortavelmente na faixa de 20 ºC a 30 ºC. Já quando o
termômetro cai, eles começam a ter problemas.

Siga as etapas:
1. Coloque o livro atacado em um saco plástico, retire todo o ar com um aspirador de pó
(assim você evita que cristais de gelo se formem) e lacre o saco com fita adesiva.
2. Leve o saco ao freezer e mantenha-o ali por duas semanas, na temperatura mais baixa
que seu eletrodoméstico permitir. Em geral, um freezer doméstico alcança -20 ºC e
esse é o mínimo necessário para esse tipo de tratamento.
3. Após esse período, transfira a embalagem para a área mais fria da geladeira, a
prateleira superior, para que comece a descongelar.
4. Ao longo de 48 horas, vá mudando a localização do saco dentro do eletrodoméstico
até que ele chegue finalmente à parte mais quente, a porta. Esse descongelamento
lento é necessário para reduzir as gotículas de água nas páginas.
5. Depois de dois dias, é hora da embalagem deixar o refrigerador: só então retire o livro
de dentro do saco.
6. Sacuda o exemplar sobre um saco de lixo grande para que os insetos mortos e os ovos
caiam ali. Depois, página por página, passe uma trincha, eliminando resíduos. Finalize
a limpeza com o aspirador de pó.
7. Mantenha o livro aberto e em local ventilado por alguns dias até que seque
complemente. Só então guarde-o na estante.

Eu espero que seus livros nunca sejam vítimas das traças e seus amigos, mas, se forem, agora
você já sabe como mandar essas pragas dessa para melhor!

Beijos,

Mica <3

 

Já para a geladeira! Boa parte dos legumes, frutas e hortaliças são extremamente sensíveis ao calor – portanto, pedem consumo imediato ou refrigeração contínua. Aprenda a identificá-los!

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Num post anterior, eu listei vegetais que não precisam ou que não devem ser guardados na
geladeira. Agora, vamos conferir aqueles que não só adoram como necessitam do friozinho?

Frutas de casca fina

A dica da nutricionista Vivian Zollar, da assessoria alimentar Qualy Food, é simples e eficiente:
“Quanto mais fininha for a casca da fruta, mais delicada e suscetível ao mofo ela será”.
Pensando assim, fica fácil entender porque o morango e a uva, por exemplo, devem ir direto
para a geladeira. O mesmo vale para o caqui rama forte, o kiwi e o tomate cereja.

Frutas bem madurinhas

Seja manga, mamão, pêssego, ameixa… quando estão no ponto, é sinal de que logo as frutas
vão passar dele. O ideal, nesse momento, é consumi-las, mas, se isso não for feito
imediatamente, o refrigerador garante um chorinho, prolongando a vida útil dos itens. “Frutas
já cortadas podem ser guardadas em potes fechados no refrigerador e consumidas com
segurança em até dois ou três dias”, explica Vivian.

Legumes em geral

Cenoura, beterraba, chuchu, berinjela, abobrinha… o gavetão inferior da geladeira foi feito
para eles. Guarde-os em sacos plásticos limpos ou potes com tampa a fim de evitar
contaminações e protegê-los da umidade excessiva. Há quem considere o tomate e o pepino
mais saborosos se mantidos em temperatura ambiente, então você pode fazer o teste e
descobrir se compartilha da opinião – mas saiba que, nessa situação, eles precisarão ser
consumidos mais rapidamente.

Foto: karammiri/iStock

Salada

As hortaliças devem fazer companhia aos legumes na parte de baixo do refrigerador, onde a
temperatura é mais amena. Como você já viu aqui, o melhor negócio é lavar, secar e guardar
as verduras com capricho assim que voltar das compras. A armazenagem também pode ser

feita em sacos e potes plásticos, mas o melhor dos mundos é contar com potes herméticos de
vidro – e acrescentar papel toalha embaixo ou acima das folhas. O mesmo pode ser feito com
as ervas frescas, caso você não queira deixá-las na água, como indicado no post anterior.

Beijos,

Mica ♥

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